Monday, January 14, 2019

Fake News independentes e da grande imprensa: Profissão Repórter, da Globo, exclui trecho de entrevista apresentando provas de fake news da emissora

No dia 18/07/2018, o programa Profissão Repórter exibiu um episódio cuja pauta era "fake news". O programa entrevistou donos de sites e blogs de notícia independentes, entre eles Carlos Afonso, que administrava o site Ceticismo Político sob o pseudônimo Luciano Ayan.

Ayan teve seu perfil no Facebook deletado ao mesmo tempo em que foi alçado a símbolo das Fake News de internet por ter publicado um texto que reproduzia e comentava os efeitos das declarações de uma magistrada sobre a vereadora Marielle Franco, assassinada junto com seu motorista no Rio de Janeiro.

A desembargadora Marília Castro Neves afirmou, sem nenhuma prova, que a vereadora "estava engajada com bandidos" e que "não era apenas uma lutadora".  Diante da repercussão, Marília Castro apagou a publicação e disse ter se limitado a expor sua opinião como cidadã, com base no texto de uma amiga.

A declaração da desembargadora, que foi publicada em um primeiro momento pela jornalista da Folha, Mônica Bergamo, foi usada pela imprensa e grupos de pressão como símbolo da propagação de Fake News, dando impulso a utilização de "fact checkers" pelo Facebook e Twitter, para impedir a divulgação de notícias falsas. Coincidência ou não, os tais checadores de fatos profissionais eram todos ligados a própria imprensa e a movimentos internacionais de esquerda.


A gravação foi feita por Afonso/Ayan durante entrevista concedida ao Profissão Repórter. Justamente o trecho no qual o entrevistado compara sua atuação com a da imprensa — além de mencionar diversos casos de notícias falsas promovidas pela grande mídia — foi editado e cortado pela Globo.




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