“Cerca de 60 mil pessoas participaram de manifestação nazista na Polônia defendendo uma Europa apenas para os brancos. Antecipo para os supremacistas do Brasil que brasileiros não são considerados brancos por estes nazistas”
A tal "manifestação nazista" era uma marcha em comemoração a independência do país.
A
cônsul polonesa no Brasil, Katarzyna Braiter, contestou o jornalista e
passou a enviar diversas mensagens. Nelas, Braiter afirma: “como o senhor persiste nas suas informações falsas a carta do
Embaixador da Polônia protestando contra suas acusações em que o Senhor
culpa todos os participantes por excessos somente de alguns vai ser
enviada a redação do Globo”.
Katarzyna também declarou que membros de sua própria família estavam “nesta passeata comemorativa e havia lá ex-combatentes da II Guerra Mundial que lutaram contra [o] nazismo".
Chacra não respondeu ou se justificou, limitando-se a bloquear a cônsul.
O fato também foi mencionado por Katarzyna, que afirmou: “Como o Senhor @gugachacra bloqueou acesso da nossa embaixada, o que e muito antidemocrático e contra o espirito da imprensa livre para observa-lo e adicionar os comentários no Twitter dele queria contar com a ajuda de todos que não aceitam as acusações falsas contra minha Polônia”.
Ao contrário de Guga Chacra, o jornalista do Wall Street Journal, Drew Hinshaw, que também republicou a fake news do The Guardian, se retratou publicamente:
“Estou excluindo esse tweet porque percebi que as frases dão a impressão de que as 60 mil pessoas que marchavam eram grupos etno-autoritários, quando a maioria marchava feliz, convivendo com a diferença”.
Logo depois foi a vez do Ministério de Relações Exteriores da Polônia emitir nota oficial desmentindo a “marcha nazista”
De acordo com a declaração publicada no site oficial da Embaixada da República da Polônia, “no dia 11 de novembro do corrente, em Varsóvia, foi realizada a Marcha da Independência, que acontece ciclicamente, da qual participaram milhares de pessoas que puderam, de forma pacífica, expressar os seus sentimentos patrióticos”.
“A Marcha foi uma grande festa dos poloneses, que tem diferentes pontos de vista, porém se unem no que diz respeito aos valores comuns: a liberdade e a fidelidade à Pátria Independente. O Ministério das Relações Exteriores aponta que enfatizar os acontecimentos que foram apenas incidentes é inadequado. Gostaríamos de lembrar também que as autoridades polonesas rejeitam as opiniões baseadas em ideias racistas, antissemitas e xenofóbicas, em função disso o Ministério das Relações Exteriores foi contrário à visita do Sr. Richard B. Spencer na Polônia”, conclui a nota do MRE polonês.
A resposta do correspondente, que até então se limitava a bloquear quem apontava o problema, só piorou a situação. Chacra disse que foi "alvo de um gigantesco ataque" e culpou "um fascista", que seria o responsável por distorcer o que ele escreveu...




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