Friday, January 11, 2019

Maria Beltrão, Flávia Oliveira e fuzis e guarda-chuvas

Em entrevisa no programa Estúdio I, da Globo News, mambros da bancada questionavam a proposta do governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), de usar snipers para neutralizar traficantes portando fuzis.



A jornalista Maria Beltrão, que comandava a bancada, trouxe uma situação hipotética na qual um "cidadão", de costas, porta um fuzil "sem estar representando nenhuma ameaça". A pergunta que fica é como um criminoso, portando armamento pesado e de uso restrito, pode ostentar a arma publicamente sem representar nenhuma ameaça...

Após a resposta do governador, foi a vez de Flávia Oliveira questioná-lo sobre riscos de uma pessoa que esteja portando “guarda-chuvas ou furadeiras” ser alvejada. Os memes não perdoaram.

A pergunta foi feita baseada no caso do garçom Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, que foi morto por um PM quando ele confundiu seu guarda-chuva com uma arma e seu “canguru” (veste usada para carregar bebês) com um colete a prova de balas.
Apesar disso, há pouca relação entre o caso e a proposta de Witzel. A morte de Rodrigo foi causada por um policial militar na UPP da Mangueira, enquanto o governador defende o uso de snipers militares altamente treinados e com armas especiais.

Ao ser questionada no Twitter, Flávia Oliveira não só se recusou a reconhecer a óbvia diferença, como trouxe o caso do Sequestro do ônibus 174 como argumento adicional. Desonestidade.
A ação policial desastrosa não foi efetuada por um sniper, mas por um policial do BOPE que tentou alvejar o criminoso, de forma equivocada e sem permissão, com uma submetralhadora.





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