Uma paródia da jornalista Mônica Bergamo (@monicabengamo) noticiou que Patrícia Campos Mello, também jornalista da Folha, tinha sido premiada com "o Prêmio Folha Brasileiro do Ano 2018", que a reconhecia como “Guardiã da Verdade".
Eis o perfil que noticiou o prêmio:
Uma rápida pesquisa no perfil original da jornalista no Twitter não traz nem sequer uma palavra sobre o prêmio. Buscas no Google também não mostram nenhum resultado.
Mas mesmo essas pesquisas superficiais eram totalmente desnecessárias para comprovar a farsa. Mônica Bergamo tem o perfil verificado no Twitter, a conta paródia não. A paródia trabalha na "Bolha" de São Paulo e... afirma com todas as letras, em caixa alta!, ser uma paródia.
Nada disso impediu que Miriam Leitão, Chico Pinheiro e Xico Sá parabenizassem publicamente Campos Mello pela conquista...
A "nata" do jornalismo caiu em uma brincadeira de internet pois é incapaz de distinguir a realidade de uma piada tosca. Caiu pois é compulsiva na adulação de seus pares, na tentativa de dar-lhes uma importância e méritos que não têm. Vaidade, narcisismo e massagem coletiva de egos.
Ao descobrir a piada, Patrícia Campos Mello se vitimizou, acusou uma "campanha de desinformação" e até falou em vontade de desistir da profissão.
Será que Patrícia já assistiu o Daily Show, Colbert ou Last Week Tonight with John Oliver? Se sim, qual é a chance de também acusá-los de "desinformação"?
Esses jornalistas não conseguem discernir uma paródia de um perfil real, mas a culpa é de quem debocha. Checar fatos e a veracidade das informações é, literalmente, a função mais básica do trabalho jornalístico, e nem isso eles fazem – mas o problema é quem aponta o dedo e ri.





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