Pouco depois de desistir da disputa pela presidência do Senado, Renan Calheiros foi ao Twitter para fazer revelações indiscretas sobre a jornalista Dora Kramer, da Veja, e o já falecido pai da senadora Simone Tebet, o ex-senador Ramez Tebet.
Segundo Renan, ele foi vítima de assédio por parte de Dora Kramer, mas recusou suas avançadas por ser um homem casado, o que o motivou a "repassá-la" a Geddel Vieira Lima e Ramez Tebet.
Anos atrás, Renan Calheiros teve um caso extra-conjugal com a jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento em 2004. O caso se tornou notório pois o senador alagoano usou dinheiro fruto de corrupção para pagar a amante-jornalista.
Mais do que apenas indiscrições sexuais, o que Renan traz à tona, como um aviso em tom de ameaça, é a relação promíscua entre jornalistas e políticos. Além de revelar que o marido de Kramer tinha sido seu assessor, um tremendo conflito de interesses para uma jornalista que cobre política, o senador ainda expõe supostas relações sexuais de Dora Kramer com outros políticos como forma de amendrontar e silenciar jornalistas. Julgando pela reação - ou absoluta falta dela - por parte da imprensa, o recado foi bem compreendido. Como nota a Caneta, "Estadão, Folha e Veja, sendo a última responsável por hospedar o blog de Dora Kramer, não escreveram uma linha sequer sobre o ataque até o momento. A “combativa” Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) também ignorou o ataque do senador alagoano à jornalista".
A própria jornalista, em vez de desmentir ou processar Renan por calúnia, se limitou a atacar o caráter do senador, sem nunca questionar ou negar as revelações feitas por ele...
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