Thursday, February 7, 2019

Folha de São Paulo e o "mapa israelo-palestino": Desonestidade em imagens

O mapa abaixo é bastante popular entre aqueles que acusam o “colonialismo” e o “expansionismo” israelense.

Ele mostra:
áreas habitadas por judeus como "território judaico";
áreas habitadas por árabes como "território palestino";
e áreas inabitadas também como "território palestino".

[Folha de São Paulo: Veja evolução do mapa israelo-palestino desde resolução de 1947]


Acontece que "Palestina" era um termo genérico usado para dar nome aquela região, não importa se sob controle árabe-muçulmano, cristão ou judeu. Logo, chamar de "território palestino" só o que não estava sob controle judaico dá a entender de forma enganosa que tudo aquilo em verde era território árabe. Na verdade, a maior parte desse território era desértica e inabitada.

Outro fato importante é que, naquela época, só os judeus se consideravam 'palestinos'. Os muçulmanos da Palestina se consideravam sírios [2] e acusavam os judeus de inventar uma tal “Palestina” que jamais existiu.

A Palestina histórica, que de acordo com o historiador Bernard Lewis nunca foi um país e que nem sequer tinha fronteiras, também incluía a Jordânia:


Os mapas acima mostram que o Estado Judeu deveria ocupar não só todo o território de Israel, incluídos aí os "territórios ocupados", como também toda a Jordânia.
Para apaziguar os árabes, os ingleses dividiram o futuro estado de Israel em 3 1 judaico e 2 árabes. Israel, Jordânia e Palestina.

Em 1922, os ingleses criaram a Transjordânia, usando 80% do que fora território histórico da Palestina e o Lar Nacional Judaico, assim definido pela Liga das Nações. O assentamento judaico na Transjordânia foi proibido.

As Nações Unidas dividiram os 20% restantes da Palestina em dois países. Com a anexação da Cisjordânia pela Jordânia, em 1950, e o controle de Gaza pelo Egito, os árabes passaram a controlar mais de 80% do território do Mandato, enquanto o Estado judeu manteve apenas 17,5%


A diminuição do território “palestino”
As fronteiras de Israel foram determinadas pelas Nações Unidas quando esta adotou a resolução sobre a partilha em 1947. Numa série de guerras defensivas, Israel conquistou mais território e, em numerosas ocasiões, retirou-se dessas áreas. Como parte do acordo de 1974 para o encerramento das hostilidades, Israel devolveu à Síria territórios ocupados nas guerras de 1967 e 1973.

Conforme os termos do tratado de paz egípcio-israelense de 1979, Israel se retirou da península do Sinai pela terceira vez – já havia se retirado de grandes áreas do deserto que ocupara em sua Guerra de Independência. Após conquistar todo o Sinai no conflito de Suez em 1956, Israel devolveu a península ao Egito um ano depois.

Atualmente, aproximadamente 93% dos territórios conquistados em guerras defensivas foram entregues por Israel a seus vizinhos árabes, como resultado de negociações, o que demonstra o seu desejo de negociar a paz.

Em 1967, quando terminou a Guerra dos Seis Dias, o vitorioso Estado de Israel havia capturado mais de três vezes a dimensão do seu território anterior. Dos 20.720 km2 Israel tinha agora 67.340 km2. O que fez Israel? Embora pudesse anexar vastas áreas ao seu território, o país limitou-se quase que unicamente a unificar Jerusalém, que pela partilha original da ONU não ficaria sob controle de nenhuma das partes. Ou seja, não há “ocupação” em Jerusalém cidade que tinha uma maioria judaica considerável mais de 50 anos antes da primeira convenção sionista. (ver Karl Marx escreveu sobre a maioria judaica em Jerusalém antes do sionismo)

Como comparação, na ‘Guerra do Paraguai’, Brasil e Argentina dividiram entre si 40% do território paraguaio. E não houve devolução de territórios...

Ocupação?
Na política as palavras são importantes e, infelizmente, o seu mau uso quando aplicadas ao conflito árabe-israelense tem criado percepções que colocam Israel em desvantagem. Como no caso do termo "Cisjordânia", a palavra "ocupação" tem sido seqüestrada por aqueles que desejam pintar Israel da maneira mais negativa possível. Essa palavra também dá aos seus defensores um meio de tentar explicar o terrorismo como "resistência à ocupação", como se mulheres e crianças assassinadas por terroristas suicidas em ônibus, pizzarias e centros comerciais fossem responsáveis pela situação dos árabes.
Dadas as conotações negativas de um "ocupante", não é de se surpreender que porta-vozes árabes usem essa palavra, ou algumas variantes, tantas vezes quantas forem possíveis quando são entrevistados.

A descrição mais precisa dos territórios em Judéia e Samaria é de territórios "em disputa". De fato, a maior parte dos territórios em disputa ao redor do mundo não é considerada como ocupada pela parte que os controla. Isso se aplica, por exemplo, à duramente contestada região da Cachemira.

FROM "OCCUPIED TERRITORIES" TO "DISPUTED TERRITORIES
DISPUTED TERRITORIES: Forgotten Facts About the West Bank and Gaza Strip


O resultado de mentiras e meias-verdades como as mapa do topo é uma inversão moral fabulosa: os israelenses, atacados pelos árabes em todas as guerras e dispostos a devolver o que conquistaram legalmente, se tornam “colonialistas” porque, afinal, os “palestinos” têm que aparecer na imprensa como vítimas da “ocupação” israelense.


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