Ao comentar o incêndio que vitimou 10 jogadores da base do Flamengo, Mariana Godoy tuitou:
Parece que tanto o amigo da jornalista quanto ela própria são incapazes de entender distinções básicas, e acabam tratando uma analogia como se fosse uma comparação exata. Falham pela incapacidade de perceber que toda analogia é parcial, e que se todos os elementos do analogado estivessem no analogante eles seriam idênticos, e não análogos.
Tratar um clube de futebol como se empresa fosse, ignora que o "Flamengo" das condolências não é a empresa particular, a associação com fins lucrativos e sócios-proprietários como é a Vale do Rio Doce, e sim a instituição popular representada por torcedores e apaixonados, gente com ligação emocional com o símbolo e que se vê como parte de um grupo, de uma tribo. Gente que se identifica emocionalmente e sofre a perda junto com as vítimas.
Mas logo o que poderia ser posto na conta da burrice se mostrou também resultado da desonestidade:
O que Mariana Godoy diz, e os fatos:
Porque [sic] botou os meninos pra dormir em um lugar que:
1 - não tinha rota de fuga
A legislação permite que os contêineres sejam usados desta forma. Exigir alvará e reclamar de algo permitido por lei e que não seria mudado com a emissão do documento não faz o menor sentido.
2 - não tinha extintor de incêndio
Os primeiros relatos das vítimas indicam que havia, sim, extintores no local: "Funcionários do clube contaram que os atletas tentaram apagar o fogo com extintores"
3 - não tinha janela (!!!) normal, de abrir pros lados
A empresa que aluga os contêineres afirma que eles tinham janelas. Se elas eram impróprias para o uso, por que estão dentro da lei e têm venda regularizada pelos órgãos competentes? Assim como no primeiro ponto da jornalista, o alvará não faria diferença, já que os contêineres são comercializados legalmente com esta finalidade.
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