Entre os vídeos estariam materiais que falavam sobre Karl Marx, Friedrich Engels, Marilena Chauí, Antonio Gramsci e Friedrich Nietzche.
Em nota, o MEC negou o ocorrido e afirmou que "a apuração preliminar já identificou, entretanto que os vídeos foram retirados em abril e em novembro de 2018. O que demonstra que a nota publicada na coluna do Ancelmo Gois, no jornal O Globo do dia 29 de janeiro de 2019, é tanto falsa quanto maldosa, ao atribuir a responsabilidade ao ministro da Educação, professor Ricardo Vélez Rodríguez, que só assumiu o ministério, em janeiro deste ano".
O problema para o MEC é que Ancelmo Gois tinha provas do contrário.
A resposta veio na coluna do jornalista, através de Tiago Rogero, que afirmou:
"Os vídeos ainda estavam no ar no mínimo até 2 de janeiro deste ano [...] o que a coluna fez foi consultar o cache do Google. É um tipo de "histórico" onde é possível ver versões anteriores de uma página.
Em 2 de janeiro, ainda estava no ar o vídeo sobre Marx e, em 1 de janeiro, ainda constava o de Nietzche."
Embora seja verdade que os videos de Marx e Nietzche ainda estavam publicados nas datas fornecidas por Tiago, fica claro que "a coluna" — tanto Ancelmo Gois quanto Tiago Rogero — age de má-fé, pois omite propositalmente o fato de outros dos vídeos mencionados por Gois terem realmente sido apagados antes da posse do novo governo, o que indica que a questão pode não ser ideológica ou que, caso realmente seja, pode estar sob comando de outra pessoa que precede o novo governo.
Um exemplo é o material sobre a professora de filosofia e militante petista Marilena Chauí, que sumiu do site em 27 de novembro de 2018, como o mesmo cache do Google que a coluna consultou comprova:
A pergunta que fica é: por que tanto o MEC quanto Ancelmo Gois e Tiago Rogero apelaram para mentiras e meias verdades?
E por que a Revista Forum e o Diário do Centro do Mundo (DCM) publicaram a versão de Tiago e Ancelmo, corroborando a tese de "censura", sem antes confirmar os fatos e notar que os jornalistas também entregavam uma versão parcial da história?


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