Entre os mais ativos no esforço de mudança da narrativa estava o portal O Antagonista. Várias dezenas de notas foram publicadas em poucos dias, todas mostrando Bebianno por um ângulo positivo ou atacando quem pensavam ser seu crítico, Carlos Bolsonaro.
Do Estadão:
"Os mundos político, militar e econômico passaram o dia crucificando Carlos Bolsonaro por ter tido a audácia e o voluntarismo de atacar um ministro. Mas a história é diferente. Primeiro, o presidente desmentiu Bebianno ao gravar a entrevista para a TV Record ainda no Hospital Albert Einstein. Só depois, enquanto o presidente voava para Brasília, Carlos divulgou o desmentido do pai pelo twitter, inclusive com o áudio em que ele se recusa a falar com Bebianno. Por fim, Bolsonaro retuitou o ataque de Carlos.
Ou seja: todo mundo incomodado, aflito e preocupado com o ato de Carlos, mas o problema era outro: não foi o filho quem gerou o problema, nem foi o pai quem tomou partido dele a posteriori. Foi o presidente quem atacou o ministro, Carlos só amplificou a posição do pai. Logo, Carlos não age da própria cabeça, ele é a voz do presidente."
Um ponto esclarece bem a questão: a diferença no tratamento dispensado ao ministro Bebianno, contra quem existem reais suspeitas de atos ilícitos, e aos outros membros do governo.
Para notar algo fora do comum, basta comparar a cobertura do caso Gustavo Bebianno pelo Antagonista, com viés claramente positivo, com as notas geralmente publicadas por Diogo Mainardi, cheias de insinuações, cutucadas e repetições de clippings negativos sobre Damares Alves, Onyx Lorenzoni e outros ministros.
Para entender O Antagonista/Diogo Mainardi e sua fixação com Carlos Bolsonaro
"Não sou moleque, e o presidente sabe. O presidente está com medo de receber algum respingo"
Notas publicadas pelo Antagonista apenas no dia 15, em um período de 2 horas e 25 minutos (entre 6:20 e 8:45 da manhã)
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Curiosidade: Por que as notas d'O Antagonista ilustradas com foto de Jair Bolsonaro têm sempre o político tocando os lábios?
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Coube a Felipe Moura Brasil, funcionário mais novo do portal, a defesa do modus operandi do grupo. As críticas, justas ou injustas, não tardaram a chegar. O jornalista não lidou bem com elas.
Felipe tuitou durante durante toda a noite e boa parte da madragada, com apenas 5 horas de interrupção, se dividindo entre uma tentativa quase obsessiva de provar seu ponto e outra de classificar toda e qualquer crítica como ações de uma "patrulha" formada por "fanáticos" e "histéricos", frequentemente traçando paralelos com petistas.
Curiosamente, mesmo críticas com declarações de confiança, apreço e com pequenas ressalvas quanto ao tratamento dado ao assunto em questão foram tratadas por ele como absurdas e ataques mal disfarçados contra seu caráter e motivações.
Já as críticas mencionando o duplo padrão na cobertura d'O Antagonista em relação a Bebianno e outros membros do governo foram solenemente ignoradas, assim como as perguntas sobre a atuação de Gustavo Bebianno com relação ao "laranjal do PSL", partido presidido por ele na época.
Bebianno, antes descrito pela imprensa como tendo uma personalidade centralizadora e autoritária, foi alvo de notas na FolhaPainel em um passado não tão distante. Seu gerenciamento, que hoje está no centro do tal laranjal do PSL, era questionado por diretórios e membros do partido. Agora ele nega, seu amigo Luciano Bivar assume a responsabilidade e a questão é sumariamente varrida para debaixo do tapete midiático...
O Antagonista chegou a comemorar a permanência de Gustavo Bebianno
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Guilherme Macalossi, corporativismo e incapacidade de lidar com críticas
Guilherme faz parte da equipe do Brasil Paralelo.










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