Friday, March 15, 2019

Mariana Tegon - Fake News e pena de aluguel

De acordo com perfil publicado no Linkedin, a jornalista Mariana Tegon já trabalhou para organizações como Yahoo, Apex-Brasil e IG - publicidade e conteúdo LTDA. Atualmente ela trabalha para o PSDB, ocupando o cargo de redatora na campanha presidencial de Geraldo Alckmin.


Publicando fake news
No dia 19 de setembro, Mariana publicou em seu Twitter a transcrição do "áudio vazado" do candidato Jair Bolsonaro no qual ele xinga uma das enfermeiras do hospital Albert Einstein (onde se recuperava do atentado que sofreu), ataca seu vice candidato e classifica seu próprio estado de saúde como "teatro".

A jornalista identifica o candidato ("Bozo") como responsável pelas afirmações, além de ilustrar a postagem com suas fotos no hospital.


O áudio, obviamente forjado e cheio de inconsistências, não foi o bastante para que a jornalista questionasse sua veracidade ou tentasse verificar sua autoria, abrindo mão de toda ética que regula a prática jornalística.

Em apenas 17 minutos Mariana Tegon foi avisada por um de seus amigos (@luciocaramori): "Fake. Apaga para não ter problemas. Sério."


A resposta é reveladora: "Que problemas, amigo? Eu escrevi o nome de quem nesse tuíte? Eu hein."
Pouco depois o tuíte foi deletado...

Contradições e culpando a vítima pela própria ação
A culpa pelas fake news sofridas pelo candidato seria dele mesmo, e não de Mariana, a jornalista que as propagou: "ele bem que merece essa fake news na cara do mesmo jeito [...] tome do próprio remédio, tonto".

Este tuíte foi publicado as 12:38. Nele ainda podemos ver que Mariana, apesar de ter sido avisada, continua bancando a possibilidade do áudio ser autêntico ("se o áudio for fake").


Alguns minutos depois, o tuíte anterior foi apagado e este publicado. A mensagem é a mesma — a culpa é da vítima, que segundo a disseminadora de fake news, faria o mesmo que ela — mas a autenticidade do áudio não entrava mais em questão. 


O que em um primeiro momento foi atribuído a Jair Bolsonaro (através de fotos do candidato e de um conhecido apelido usado por opositores) pela jornalista, depois passou a ser apenas uma possibilidade, até o momento em que a autoria passou a ser completamente ignorada por Mariana Tegon.

Como as críticas não arrefeceram, Mariana deletou os textos e, algumas horas depois, postou outra mensagem dizendo que o tuíte original não passava de uma "piada de papagaio", com "uma imitação barata da voz de um papagaio". 

Ela ainda termina a mensagem afirmando que "piada é piada". Isso vindo da mesma pessoa que afirmou com todas as letras: "ele bem que merece essa fake news na cara"...


Fake news é "piada"; piada faz a jornalista atacar humorista e retuitar desejo de agredi-lo
A jornalista reage a piada de gordo feita com Manuela D'avila por Danilo Gentili


Retuíta usuária dizendo que sonhou "que quebrava o Danilo Gentili na porrada"


Pena de Aluguel
É neste momento que a Caneta traz as conexões políticas da jornalista


Mariana responde afirmando que "o presidente do partido, Geraldo Alckmin, liberou para que escolhêssemos quem apoiar. E eu não sou filiada a nenhum partido" sendo logo contestada pelo comediante:


Histórico de apoio a Haddad/PT e de ataques contra PSDB/Alckmin... até ser contratada pela campanha do candidato
Em 2015 a jornalista apoiava Fernando Haddad. No ano seguinte, o candidato petista concorreu contra o tucano João Dória para a prefeitura de São Paulo.


Em 2014, comemorando a reeleição de Dilma Rousseff e atacando tucanos e seus apoiadores


Atacando Aécio Neves e o PSDB, já em 2017. A jornalista ainda critica os que "têm a pachorra de dizer que a culpa é do PT"...


Já em 2016 a jornalista faz piada com Geraldo Alckmin e o "escândalo da merenda"


Tudo mudou em 2018, ao ser contratada pelo PSDB para ser redatora da campanha fracassada de Alckmin




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