No texto, Miriam classifica a vereadora como "um fenômeno da política", mas uma busca no histórico da jornalista mostra ser impossível encontrar UMA referência a Marielle antes de seu assassinato.
Que "fenômeno" é esse que, enquanto vivo, nem mesmo foi mencionado pela jornalista que agora o transforma em "força política" monumental? Parece que Marielle nem sequer era conhecida por Miriam antes de morrer...
A jornalista ainda mente descaradamente ao afirmar que "ela [Marielle] foi votada principalmente nas áreas pobres da cidade". Justamente o contrário ocorreu.
Folha: Marielle Franco foi mais votada em bairros nobres do Rio de Janeiro
A zona eleitoral em que ela teve a maior quantidade de votos foi a que reúne Cosme Velho e Laranjeiras, na zona sul da cidade. As dez zonas em que ela se saiu melhor incluem ainda Botafogo/Flamengo e Gávea/Leblon, redutos de classe média-alta.
Na zona eleitoral formada pelo Complexo da Maré, comunidade onde cresceu, e pelos bairros de Bonsucesso e Ramos, teve 1.688 votos. Em Cosme Velho/Laranjeiras, 2.237.
o Antagonista: Marielle não foi eleita pelas favelas
Enquanto na Rocinha ela teve apenas 22 votos, no Leblon foram 1.027. Marielle colheu mais 1.900 votos em Laranjeiras e outros 2.742 votos em Copacabana.
Na também famosa Cidade de Deus, foram apenas 89 votos. Já na Freguesia, área de classe média alta de Jacarepaguá, a política do PSOL foi a escolha de 707 eleitores.
Na Grande Tijuca [classe média], Marielle teve um ótimo desempenho: 6.500 votos.
Na zona eleitoral nomeada Maré, suposta base da vereadora, foram apenas 50 votos.
Se incluirmos Ramos e Bonsucesso, esse número sobe para 2.196 votos – resultado distante do obtido entre o eleitorado de melhor poder aquisitivo.
Miriam Leitão mente sobre Marielle e sobre quem ela representava. A vereadora não foi eleita por minorias e pelos pobres, como afirma a jornalista. Ela representava justamente o oposto: a classe média-alta privilegiada do Rio de Janeiro, abastada mas com "consciência social". Gente desconectada dos dramas e reais problemas dos pobres.
Miriam, de forma dissimulada, também responde a um questionamento de Flávio Bolsonaro sobre a importância dada pela imprensa a um dos acusados morar no mesmo condomínio (que ocupa diversos quarteirões) do presidente.
condomínio onde vive o presidente
A jornalista afirma que isso tem relação com a segurança de Bolsonaro, que "morava tão perto de alguém que tinha ligações com criminosos, era um matador de aluguel e possuía arsenal onde havia 117 fuzis". Afinal, lembra ela, "Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha".
Miriam Leitão finge não saber que a militância e líderes do PT e PSOL, como Maria do Rosário, com base nisso, acusaram o presidente de ter ligação com a morte. Também omite, de forma proposital, que seus colegas de profissão, como Ricardo Noblat, estão usando o fato para lançar suspeitas sobre o político.
A realidade sobre o caso Marielle Franco: até ser assassinada, era política sem importância fora do seu nicho político-ideológico. Não fosse do PSOL, partido que tem representação midiática inversa à eleitoral, seria tratada com a mesma indiferença dispensada aos 60 mil brasileiros assassinados anualmente.
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Atualização (15/3)A Caneta prova que Miriam Leitão nunca mencionou Marielle Franco antes de sua morte



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