Tuesday, April 2, 2019

Jornalismo de qualidade: Ricardo Noblat xinga ministro enquanto o acusa de mentir; jornalista foi quem mentiu

Mostrando mais uma vez toda falta de profissionalismo e a parcialidade de quem já afirmou que declarar "Lula livre" mostra a "evolução da espécie", Ricardo Noblat ofende ministro por dizer que o nazismo foi de esquerda enquanto demonstra sua própria ignorância ao afirmar que "todos os livros provam que não".

Alguns dos maiores intelectuais do século XX -- incluindo um ganhador do prêmio Nobel -- afirmam o mesmo que o ministro. Documentos oficiais nazistas também definiam o movimento como socialista.



A suposta polêmica envolvendo a classificação do nazismo e fascismo como ideologias de esquerda, na declaração do ministro Ernesto Araújo, causou um escândalo internacional na mídia de esquerda em geral. Até mesmo “especialistas” da TV estatal alemã reagiram em protesto.

Mas tanto especialistas da TV alemã como os contratados pela grande mídia brasileira não representam muita coisa perto dos grandes nomes que já se debruçaram sobre o nazismo. Acadêmicos e jornalistas de esquerda reagem diante da dificuldade de classificar seus inimigos da pior forma, o que os deixa confusos e perplexos.

Já filósofos e sociólogos de obras atemporais e renome mundial, como Eric Voegelin, Fredrich Hayek, T. S. Eliot, Thomas Sowell, entre outros, são bem menos suspeitos.

Eric Voegelin
Filósofo, historiador e cientista político alemão radicado nos Estados Unidos. Lecionou na Universidade do Estado da Luisiana, Universidade de Munique e na Universidade de Stanford. Autor de clássicos das filosofia política, como a coleção Ordem e História 
“No curioso apoio que foi dado pela grande burguesia aos movimentos fascistas e nacional-socialista – conexões que frequentemente levou a suposição precipitada de que esses movimentos eram ‘capitalistas’ ou ‘reacionários’.” (Fonte: Hitler e os Alemães)

T.S. Eliot
Considerado um dos maiores poetas do século XX.
“O fascismo e o comunismo são meras variações da mesma doutrina: e igualmente simples variantes do atual estado de coisas.” (Fonte: T.S. Eliot, A Imaginação Moral do Século XX)

F.A. Hayek 
Economista e filósofo austríaco, posteriormente naturalizado britânico. Considerado um dos maiores representantes da Escola Austríaca de pensamento econômico.
Realizou contribuições para a filosofia do direito, economia, epistemologia, história das ideias, história econômica, psicologia, entre outras áreas. Recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 1974.
“Fascismo e comunismo são meras variantes do mesmo totalitarismo que o controle centralizado da atividade econômica tende a produzir.” (Fonte: O Caminho da Servidão)

“Poucos estão prontos a admitir que a ascensão do nazismo e do fascismo não foi uma reação contra tendências socialistas do período precedente, mas resultado necessário dessas mesmas tendências. (Fonte: O Caminho da Servidão)

Max Eastman
Escritor e poeta americano. Ativista político e fervoroso apoiador do socialismo que abandonou o movimento após viver por quase dois anos na União Soviética acompanhando a disputa de poder entre Lenin e Stalin.
“Ao invés de melhor, o stalinismo é pior que o fascismo, mais cruel, bárbaro, injusto, imoral, anti-democrático, e sem a atenuante de qualquer esperança ou escrúpulo, de sorte que seria correto defini-lo como super-fascista” (Fonte: Liberal Fascism)

Frederick Augustus Voigt
Jornalista inglês de origem alemã que combatia o totalitarismo político.
“O marxismo levou ao fascismo e ao nacional-socialismo, porque, em essência, marxismo é fascismo e nacional-socialismo.” (Fonte: Liberal Fascism)

Eduard Heimann
Cientista social e economista alemão crítico ao capitalismo. 
“O hitlerismo proclama-se tanto democracia autêntica quanto socialismo autêntico, e a terrível verdade é que, de certa forma, suas pretensões são verídicas – apenas num grau infinitesimal, sem dúvida, mas de qualquer modo suficiente para servir de base a essas fantásticas distorções. O hitlerismo chega mesmo a se definir o protetor do cristianismo, e o mais terrível é que esse grosseiro equivoco consegue ainda causar alguma impressão. Mas um fato se destaca com perfeita clareza em toda essa confusão: Hitler jamais pretendeu representar o verdadeiro liberalismo. O liberalismo tem a honra de ser a doutrina mais odiada por Hitler.” (Fonte: Liberal Fascism)

Thomas Sowell
Um dos maiores intelectuais americanos vivos. Teorista social e economista, é o mais proeminente discípulo do ganhador do Nobel de economia de 1976, Milton Friedman.  
“A noção de que comunistas e fascistas se configuram em polos ideológicos não é verdadeira nem em teoria e muito menos na prática. Comparando-se, de um lado, as semelhanças e as diferenças entre dois movimentos totalitários e, do outro, o conservadorismo, há muito mais semelhanças entre esses dois sistemas totalitários e suas respectivas agendas, incluindo a agenda ‘progressista’, do que com as agendas da grande maioria dos grupos conservadores. Por exemplo, entre os itens que compunham a agenda dos fascistas na Itália, assim como dos nazistas na Alemanha, temos (1) controle governamental sobre salários e horas de trabalho, (2) impostos mais altos sobre os ricos, (3) limites governamentais sobre os lucros, (4) controle governamental sobre os cuidados com a população de idosos, (5) esvaziamento do papel da religião e da família nas decisões pessoais e sociais e (6) estabelecimento de métodos de engenharia social para alterar a natureza das pessoas, geralmente desde a primeira infância.” (Fonte: Os Intelectuais e a Sociedade)

Adolf Hitler
Líder máximo do regime nazista, o führer explica, em entrevista ao jornal de esquerda inglês The Guardian, que seu movimento era socialista e, portanto, de esquerda.



Joseph Goebbels
Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista entre 1933 e 1945.
Retirado do panfleto Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken (Munique: Verlag Frz. Eher, 1932):
Somos socialistas porque vemos no socialismo, que é a união de todos os cidadãos, a única chance de manter nossa herança racial e de recuperar nossa liberdade política e renovar nosso estado alemão.

O socialismo é a doutrina da libertação para a classe operária. Promove a ascensão da quarta classe e sua incorporação no organismo político de nossa Pátria, e está inextricavelmente ligado à destruição da atual escravidão e recuperação da liberdade alemã. O socialismo, portanto, não é apenas uma questão da classe oprimida, mas um assunto para todos, pois libertar o povo alemão da escravidão é o objetivo da política contemporânea. O socialismo ganha sua verdadeira forma somente através de uma completa fraternidade de combate com as energias pelo avanço de um recém-despertado nacionalismo. Sem o nacionalismo [o socialismo] não é nada, um fantasma, uma mera teoria, um castelo no céu, um livro. Com ele é tudo, o futuro, a liberdade, a pátria!

O pecado do pensamento liberal foi ignorar as forças do socialismo na construção da nação, permitindo assim que suas energias fossem em uma direção anti-nacional. O pecado do marxismo foi degradar o socialismo, tornando-o uma questão de salários e estômago, colocando-o em conflito com o Estado e sua existência nacional. A compreensão desses dois fatos nos leva a um novo sentido do socialismo, que vê sua natureza como nacionalista, de construção do Estado, libertadora e construtiva.
[...]
O burguês está prestes a deixar o palco histórico. Em seu lugar virá a classe dos trabalhadores produtivos, a classe trabalhadora, que tem sido oprimida até hoje.
[...]
Somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça para a própria existência de um estado para o nosso povo, não uma questão de piedade barata ou de sentimentalismo insultante. O trabalhador tem uma reivindicação de um padrão de vida correspondente ao que ele produz. Não temos nenhuma intenção de implorar por esse direito. Incorporá-lo no organismo do Estado não é apenas uma questão crítica para o trabalhador, mas para toda a nação.


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