Moro, que afirmou que a pesquisa é "malfeita e não considera o projeto", publicou uma série de tuítes explicando as falhas e distorções promovidas pelo instituto do grupo Folha de S. Paulo:
Pesquisa do Datafolha rendeu manchete na Folha de São Paulo, “maioria é contra pontos-chave de pacote anticrime de Moro”. Bem, nenhuma das perguntas feitas na pesquisa diz respeito a medidas constantes no projeto de lei anticrime.
Por exemplo, nada há no projeto que defenda licença para policiais atirarem em inocentes ou mesmo em suspeitos ou que episódios assim não devam ser investigados. Em nenhum lugar defende-se que pessoas simplesmente por estarem nervosas possam atirar em alguém e permanecer impunes.
Pesquisas de opinião são importantes para auxiliar na construção de políticas públicas. Ainda espero que alguma possa ser feita sobre o projeto de lei anticrime e seus pontos chaves: medidas simples e eficazes contra corrupção, crime organizado e crimes violentos.
Uma sugestão: perguntar sobre a opinião das pessoas acerca da execução imediata da condenação criminal após julgamento por Corte de Apelação, um ponto fundamental do projeto. Acusados poderosos manipulam o sistema recursos para evitar punição mesmo quando culpados.
Ou se homicidas e feminicidas devem ser presos logo após a condenação por um Tribunal do Júri ou se devem esperar o trânsito em julgado que pode levar vinte ou trinta anos. Outro ponto importante do projeto.
A pesquisa mal feita apenas reforça a necessidade de continuar explicando aqui no Twitter o projeto de lei anticrime. Volto às explicações em breve.
O Datafolha diz que a maioria dos brasileiros é contra pontos-chave do pacote anticrime de Sergio Moro.
Por exemplo: 64% dos brasileiros consideram que a posse de armas deve ser proibida, 72% consideram que a sociedade não fica mais segura com pessoas armadas, 79% consideram que mortes efetuadas por policiais devem ser investigadas.
Curiosamente, nenhum desses pontos faz parte do pacote anticrime...
Quanto aos números, é importante lembrar que o Datafolha desinformou sobre o mesmo assunto no referendo de 2005, quando o instituto mostrou uma oposição de 80% que em menos de três meses se mostrou uma vitória acachapante em favor da flexibilização da venda de armas.


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