Saturday, March 9, 2019

Reinaldo Azevedo, advogado do tucanato

Publicado no blog de Reinaldo Azevedo, na Veja:

Flagrante contra Aécio Neves parece armado para prender senador

É evidente que a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, não é nada confortável. E não se enganem: as forças de investigação agiram com o objetivo de pedir a prisão do senador. Já explico por que digo isso. Vamos aos fatos.

Segundo o que vazou de gravações feitas por Joesley Bastista, o tucano ligou ao empresário pedindo R$ 2 milhões em dinheiro vivo, recursos que seriam destinados a Alberto Toron, um de seus advogados.

Os recursos, segundo os órgãos de investigação, teriam sido depositado na conta de Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

Publicaram-se trechos da conversa entre Aécio e Joesley.

Depois de pedir o dinheiro, o senador teria ouvido a seguinte proposta do empresário:

“Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.”

Aécio, então, teria designado um intermediário nestes termos:

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”.

Aécio não é, que se saiba, um homicida. Obviamente, está fazendo uma piada — e bastante adequada a estes tempos, em que todos delatam todo mundo.

Em nota, o senador afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade, mas é claro que a situação azedou.

Ainda vamos falar aqui do assunto. Um parlamentar não pode ser preso a não ser em flagrante. Uma flagrância armada contra o ex-senador Delcídio do Amaral, no entanto, o conduziu à cadeia com apoio unânime do Supremo. Notem que não entro no mérito da qualidade da acusação.

No caso de Aécio, o que vazou até agora não caracteriza exatamente que crime teria cometido.

Não é proibido receber dinheiro vivo de ninguém. Não se deve fazê-lo, mas não é crime nem mesmo mentir sobre a motivação de um dinheiro que se pede a um ente privado — a menos que, no caso do político, haja contrapartida.

Nota-se que a operação é organizada para provar o maior dano possível à imagem de Aécio.

Reitero: com o que se tem, um eventual pedido de prisão é injustificado. Mas vai saber o que mais se esconde nas dobras do Ministério Púbico Federal.

Vivemos dias espantosos.

Aécio Neves, senador eleito e presidente do até então terceiro maior partido do país, pediu dinheiro vivo a um empresário conhecido por financiamento ilegal de políticos como contrapartida por benefícios estatais e ações criminosas envolvendo os governos federal e estaduais. Mas, como de acordo com Reinaldo, não houve contrapartida…

Certamente Joesley dava dinheiro a Aécio por este ser boa gente. Ser senador e presidente do PSDB foi uma simples coincidência.

Deve ser bom estar no círculo de amigos dos irmãos Batista. Dão dinheiro sem esperar nada em troca…

Jornalista analisando casos como advogado de defesa? Queria eu dizer que "vivemos dias espantosos", mas seria uma mentira. Não há nada de novo sob o Sol.



Reinaldo Azevedo, teorias conspiratórias e "coincidências"

No dia 4 de março, Reinaldo Azevedo tuitou sobre um suposto ataque de hackers ao seu blog. De forma nada sutil o jornalista ligou a ação a Bolsonaro e seus apoiadores.
Provas? Nenhuma. Indícios? Nada.


O blog, antes orgulhosamente descrito por Reinaldo como o "mais lido do Brasil", hoje está praticamente às moscas, e só alcança alguma visibilidade com postagens críticas a Lava-Jato e a Bolsonaro.

O "ataque" rendeu ao jornalista uma atenção há muito não conferida a ele, tanto no Twitter quanto em notas na imprensa, que repetiam a versão de Reinaldo sem qualquer tipo de restrição ou dúvida.

 "Coincidência" ou golpe publicitário para angariar simpatia e buscar visibilidade?  

Apenas dois dias depois do suposto ataque, o jornalista anunciou que seu blog mudava da Rede TV! para o UOL/Folha. Coincidência.





Dia Internacional da Mulher: Luciano Cabral (GloboNews) força narrativa e é rechaçado por entrevistada ao vivo

Repórter Luciano Cabral (Globo News) passa vergonha ao tentar, repetidas vezes, forçar uma narrativa de vitimismo e machismo prontamente negada pela entrevistada.

Sunday, March 3, 2019

Estadão noticia propina do PSDB mas omite o nome de Gilnei Rampazzo, marido de Eliane Cantanhêde, funcionária do jornal



Ao noticiar pagamento de propina feito pela Odebrecht a marqueteiro do PSDB, o Estado de São Paulo omitiu propositalmente o nome de um dos sócios da empresa, Gilnei Rampazzo, marido de Eliane Cantanhêde.

Cantanhêde é funcionária do jornal além de atuar como comentarista no canal GloboNews.

O delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht, entregou a investigadores da Lava Jato uma planilha que mostra repasse ilegal de R$ 2 milhões para a GW Comunicação com dinheiro da Linha Verde do Metrô de São Paulo.

A empresa tinha entre seus sócios Luiz Gonzáles, marqueteiro dos tucanos desde a época de Mário Covas até Serra e Geraldo Alckmin.

Estadão: Odebrecht pagou marqueteiro de Serra, diz delator

Gilnei Rampazzo, marido de Eliane Cantanhêde, era da GW quando Odebrechet pagou propina ao PSDB pela agência

O delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht, entregou a investigadores da Lava Jato uma planilha que mostra repasse ilegal de R$ 2 milhões para a GW Comunicação com dinheiro da Linha Verde do Metrô de São Paulo.

A empresa tinha entre seus sócios Luiz Gonzáles, marqueteiro dos tucanos desde a época de Mário Covas até Serra e Geraldo Alckmin.

O outro dono da empresa é Gilnei Rampazzo, marido de Eliane Cantanhêde, que é comentarista da Globo News e articulista de O Estado de S. Paulo.



Com o título de DGI (propina, segundo a PF), a mensagem de 30 de agosto de 2004 aborda a programação de pagamento de R$ 2 milhões relacionados a obra da linha 2 do Metrô com as expressões “comunicaçãóGW”, “carecáamigo PN”.

Amigo PN e careca seriam a mesma pessoa. Ou seja, José Serra, então vizinho de Pedro Novis (PN), ex-presidente da Odebrecht.


Hélio Schwartsman e o hino nacional: ignorância presunçosa e simplificações rasteiras

 Eu me orgulho de não saber o hino 

Folha de S. Paulo, 27/02/2019
Nacionalismo, em doses baixas, pode ajudar, mas, em doses altas, torna-se produto tóxico

Eu não sei cantar o Hino Nacional Brasileiro e tenho orgulho disso. Na hierarquia do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, isso provavelmente me coloca numa categoria não muito elevada de cidadãos, mas, como vivemos numa democracia, posso dar uma banana para os valores propugnados por qualquer autoridade e ficar com os meus.

Minha rejeição aos símbolos augustos da pátria tem uma explicação lógica. Cresci nos anos 70. Uma das escolas que frequentei obrigava a garotada a hastear a bandeira e entoar o hino diariamente. Meus pais, quando souberam disso, fizeram questão de me dizer que o governo militar era uma porcaria, mas acrescentaram que eu não deveria repetir isso na escola. “Porcaria” foi o termo que eles encontraram para explicar para um menino de seis anos que os governantes de então haviam chegado ao poder por meio de um golpe e que torturavam e matavam presos políticos.

Meu cérebro infantil resolveu a dissonância cognitiva desenvolvendo uma espécie de alergia ao hino e ao nacionalismo. É claro que isso só faz sentido para mim e talvez para outros que tenham vivido histórias parecidas. Para a imensa maioria dos brasileiros, não há nada de essencialmente errado em conhecer e cantar o hino, até com entusiasmo, se assim desejarem.

O nacionalismo é um negócio complicado. Em doses baixas, é um elemento valioso para dar a grupos populacionais cultural e economicamente heterogêneos um senso de comunidade, o que facilita a cooperação. Em doses altas, porém, ele se torna um produto tóxico.

Ambição, sadismo e excesso de autoestima explicam a grande maioria dos atos de violência no planeta. Mas, para chegar aos grandes massacres da história, é necessário introduzir um quarto ingrediente, a ideologia, que costuma aparecer como nacionalismo ou religião. O governo Bolsonaro estimula os dois. Nutrir algum ceticismo em relação a eles é uma necessidade.

Parece que o "cérebro infantil" de Schwartsman não foi capaz de superar suas limitações mesmo após cruzar a marca dos 50 anos de idade. O jornalista ainda se agarra desesperadamente a narrativa de grupos revolucionários sobre o período militar para se orgulhar de sua ignorância.

Hélio Schwartsman parece ignorar também que a medida adotada pelo ministro Vélez Rodríguez foi criação do então ministro da educação de Luís Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad.

No ano de 2009, o presidente em exercício José Alencar e o ministro Haddad assinaram a Lei nº 12.031, que tornou obrigatória a execução do Hino Nacional em “estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental”.


Apesar de classificar o nacionalismo como "um negócio complicado", o jornalista oferece apenas platitudes ao falar sobre o assunto:
"Em doses baixas, é um elemento valioso para dar a grupos populacionais cultural e economicamente heterogêneos um senso de comunidade, o que facilita a cooperação. Em doses altas, porém, ele se torna um produto tóxico."

É de partir o coração que tantos estudiosos e filósofos políticos tenham devotado tanto tempo e esforço ao tema sem nunca ter chegado a tão brilhante conclusão. Muito pelo contrário: alguns dos grandes pensadores políticos modernos vêem o estado-nação como garantidor da liberdade contra o absolutismo e a tirania. Em sua visão, o nacionalismo seria o oposto do imperialismo - tanto em sua forma clássica quanto na atual, com o globalismo e o transnacionalismo, que são uma tentativa de unir toda a humanidade sob o controle de uma única autoridade política com base em valores e princípios de uma elite intelectual e econômica que leva ao poder políticos sem rosto, como os burocratas da União Europeia, que se elegem sem votos e por isso legislam sem os interesses e bem-estar das populações em vista.

O raciocinio aí é, pois, o mesmo em favor do voto distrital. Quanto mais próxima do poder e dos governantes eleitos a população estiver, maior o controle do povo e mais fácil a prestação de contas dos poderosos.

O nacionalismo é visto por estes mesmos pensadores como uma extensão natural da família e da comunidade/tribo, o que confere o "senso de comunidade [...] que falicita a cooperação" mencionado pelo jornalista. Graças a esse sentimento comum, as pessoas entram em cooperação, protegendo e ajudando-se mutuamente e seguindo leis de forma voluntária. As únicas alternativas a esse sistema são a anarquia ou o uso da força para garantir obediência através da coação.

Um estado-nação é aquele em que a maioria da população compartilha certas características, como linguagem, religião e uma história comum, além de um senso de futuro compartilhado. Estas características, transmitidas de geração em geração, proporcionam aos estados-nação um nível de coesão e confiança que é difícil de alcançar em outros estados e formas de organização sócio-política.

Esses sentimentos de coesão e confiança, por sua vez, abrem um leque de possibiliddades. De fato, não é por acaso que a maioria das liberdades civis e políticas que tomamos como garantidas hoje se desenvolveu em estados-nação como a Inglaterra e a Holanda.

Yoram Hazony, filósofo político israelense, vai ainda mais longe. Usando leis bíblicas que regulam fronteiras e ações em território alheio, ele argumenta que o nacionalismo impede o imperialismo:
"A fronteira é onde as ambições de cada nação devem cessar. O primeiro lugar onde esta idéia aparece é na Bíblia, onde Moisés oferece fronteiras a Israel e diz aos judeus que ele serão punidos se incomodarem seus vizinhos."

De acordo com a perspectiva bíblica, as fronteiras nacionais não só protegem a população, como também servem para frear o eventual desejo deste mesmo povo extender seu poder e território.

Mas a auto-limitação não é meramente física. Ao contrário de outras religiões e do liberalismo, o judaísmo não é proselitista; não vê necessidade de impor seus valores e crenças. Além das sete leis de Noé, o extenso código legal da religião destina-se a governar somente os judeus.

A isso o rabino Jonathan Sacks chama de “a dignidade da diferença”. Os israelitas foram a única grande civilização na história que nunca buscou a aplicação global de suas leis, costumes e práticas religiosas; em vez disso, a Bíblia vislumbrou um estado judeu limitado, cercado por outros estados não-judeus que se auto-governam baseados em suas próprias experiências e valores particulares.

Isso, no entanto, não significa que a Bíblia não tenha princípios morais universais. De fato, Hazony argumenta que a idéia bíblica, mais tarde parcialmente adotada por estados-nação protestantes como Grã-Bretanha e Holanda, requer que qualquer governo legítimo satisfaça um "mínimo moral", e considera qualquer teoria do nacionalismo que não inclua tal moral inviável. No entanto, a Bíblia reconhece que o modo como esses princípios se traduzem em leis e práticas específicas pode diferir de nação para nação.

Essa é mesma posição de John Selden, um dos maiores historiadores da Inglaterra e provavelmente seu mais importante teórico do direito.

Em seu De jure naturali et gentium juxta disciplinam Ebraeorum, o cristão Selden explica que a lei natural foi descoberta ao longo de inúmeras gerações e chegou até nós em várias versões. Destas, a mais confiável seria a do Talmud, que descreve as chamadas "sete leis dos filhos de Noé", que proibem o assassinato, o roubo, a perversidade sexual, a crueldade contra os animais, a idolatria e a difamação de Deus, e exigem que os tribunais apliquem a justiça. A experiência de milhares de anos nos ensinou que estas leis moldam a paz e a prosperidade, que é o fim de todas as nações, e que elas são a raiz invisível da qual derivam as diversas leis de todas as nações.

No entanto, Selden enfatiza que nenhuma nação pode governar a si própria apelando diretamente a tal lei fundamental, porque “diversas nações, como diversos homens, têm suas experiencias e inferências diversas, e assim fazem suas leis crescerem até o que são, de uma só raiz ”. Assim, cada nação constrói seu próprio esforço para implementar a lei natural de acordo com um entendimento baseado em sua própria experiência e condições únicas. Portanto, desde que as leis se conformem aos princípios básicos, é sensato respeitar as diferentes leis encontradas entre as nações - tanto aquelas que parecem certas para nós quanto aquelas que parecem equivocadas, pois não só diferentes perspectivas podem ter algo a contribuir para a nossa busca da verdade (o tratamento de Selden com relação a pluralidade do conhecimento humano é citado por John Milton como base para sua defesa da liberdade de expressão na Areopagitica), como também podem ser mais apropriadas que as nossas para essas sociedades.

E é aí que o conservadorismo e o nacionalismo se contrapõem ao imperialismo liberal/progressivo, que, em nome de valores pretensamente universais, busca impor seus valores particulares e ideologias políticas sob o manto de "direitos humanos" independente das tradições, experiências e circunstâncias particulares de grupos diversos.

O jornalista encerra seu texto citando as causas da "maioria dos atos de violência no planeta". Por algum motivo o ex-petista-mas-ainda-progressista-militante omite que os responsáveis pela maior parte das mortes durante toda a história foram as causas nobres do liberalismo, como a igualdade e a "razão" -- geralmente ancoradas em valores anti-nacionais, como o socialismo e o comunismo, ou o anti-religiosos, como no caso da revolução francesa.

Só os primeiros mataram mais do que todas as guerras somadas, enquanto a última,  de acordo com o historiador Pierre Chaunu, matou mais gente em apenas um ano, em nome do iluminismo e da "igualdade, liberdade e fraternidade" (e contra a religião), do que a Inquisição durante toda a Idade Média em toda a Europa. Entre junho de 1793 e julho de 1794, 17 mil pessoas foram condenadas a morte e executadas pela revolução francesa.

Saturday, March 2, 2019

Marco Antônio Villa x Marco Antônio Villa: quem diz a verdade? O historiador e professor ou o jornalista da Jovem Pan?



Instituto Liberal: As contradições de Marco Antônio Villa
Como de praxe, em discussões com Bolsonaro, o tema do regime militar apareceu. Em artigo comentando uma polêmica entre Bolsonaro e o Partido Social Liberal, eu já havia comentado o que penso acerca da opinião do deputado sobre aquele período histórico, excessivamente endeusadora e idealizada.  No entanto, um detalhe interessante é que citei Marco Villa naquele artigo, graças a um longo comentário crítico que fez a uma visão estereotipada pelo sentido contrário – ou seja, demonizando e encarando todo aquele período em bloco, como se fosse uma coisa só.

Cito a mim mesmo: “Não sou eu quem está dizendo, mas o próprio historiador Marco Antônio Villa quem lembra que, de 1964 até 1968, a realização de festivais musicais, a publicação de livros e artigos de oposição na imprensa da época, e a presença de um ‘leque enorme no campo político-cultural’ de esquerda impedem que seja razoável falar em ‘ditadura’ naquele momento. Isso não significa, ele também destaca, que houve ‘ampla liberdade’ naquele período; houve uma combinação entre autoritarismo e liberdades, com o Congresso majoritariamente aberto, tipo de ambiente que marcou diversos episódios da nossa história, sobretudo até aquele momento”.

Na mesma ocasião, Villa disse que para chamar esse período de 64 a 68 de “ditadura”, seria preciso “mudar o dicionário”. Ele chegou também a relativizar o autoritarismo mesmo no auge do regime, na vigência do AI-5, dizendo que em 1974 “tivemos uma eleição relativamente livre para o Senado”. Também disse que é um absurdo chamar de ditadura o período que vem depois de 1978, durante o governo de Figueiredo.

Curiosamente, entretanto, em sua briga com Bolsonaro, perguntado pelo deputado sobre quando a ditadura começou, em meio ao tiroteio vocabular, Villa bradou: “a ditadura é uma longa história; a repressão já começa em 64. O povo pediu a saída de João Goulart, mas não queria ditadura”.


A crítica atual de Villa, como dissemos naquele mesmo artigo, estará correta, se ele se referir ao período pós-AI-5. Porém, agora ele resolveu, apenas para atacar Bolsonaro, sustentar que Castelo Branco inaugurou uma terrível ditadura repressora. Que sentido faz isso?

Villa disse ainda que o campo da “moral” e da “honestidade” não “interessam”. Ora, o historiador está o tempo inteiro, com razão, atacando as imoralidades dos nossos homens públicos, inclusive com relação aos absurdos que ouvimos no áudio do presidente Michel Temer divulgado nos últimos dias. Se, em meio ao turbilhão da Lava Jato, a honestidade é um tópico irrelevante, qual deles não o será?


Também nos causou uma baita confusão mental a crítica de Villa a Bolsonaro por ele ter aceito a doação do fundo partidário (ele é um deputado que faz campanha por um partido, não?). A confusão se dá porque Bolsonaro rejeitou receber uma doação de R$ 200 mil da Friboi, e depois Bolsonaro recebeu o mesmo valor de seu partido. Ora, há alguma ilegalidade nisso? Francamente, não é preciso ter muita sapiência para compreender.

Villa tem seu valor. Com a única intenção de destroçar Jair Bolsonaro sabe-se lá por que motivo, porém, preferiu se entregar a esse esdrúxulo rebaixamento. Lamentável.