Jair Bolsonaro já está sob tutela militar, segundo Míriam Leitão:
“A reforma é ambiciosa, tem um sistema de divulgação precário, e vem a
público no meio de uma crise que desnudou o governo exibindo uma
realidade muito pior do que a imaginada. O presidente Jair Bolsonaro que
aparece nos áudios é um governante cercado de rancores e sentimentos de
perseguição, preso a questiúnculas e capaz de cancelar uma viagem à
Amazônia sem qualquer motivo aparente.
Um detalhe da conversa choca mais do que os outros: o momento em que o
ex-ministro Gustavo Bebianno diz que sua presença na reunião das
quartas-feiras não era permitida pelos militares. Parece sinal de uma
Presidência tutelada. Quem deve decidir os participantes de qualquer
reunião é o próprio presidente. E não os generais.”
Os generais, na verdade, são uma garantia de respeito democrático e de funcionamento do governo.
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A mesma Miriam Leitão, apenas 4 meses depois do artigo celebrado pelo site Antagonista:
E essa "tutela militar" que não dura nem 5 meses e acaba em demissões em massa de generais? Não se faz mais controle militar como antigamente.
Depois de ser exposto por Eduardo Bolsonaro como um arrivista e de ter conseguido uma boquinha na Jovem Pan, Alexandre Borges sofreu uma mudança radical. De conservador tradicionalista crítico da "extrema-imprensa", defensor da "civilização ocidental", propagandista do pensamento de Olavo de Carvalho e proponente da cultura como responsável por moldar as relações econômicas, Borges passou a atuar como militante do MBL e a defender o exato oposto de tudo o que dizia acreditar.
O publicitário/jornalista/militante político agora passa seus dias no Twitter tentando dar visibilidade - apesar da pequena interação que sua atuação na rede social rende, mesmo com seus mais de 147 mil seguidores - ao MBL, retuitando freneticamente posts do grupo e de seus membros, sobre todo e qualquer assunto:
Tudo isso em apenas nove dias.
Alexandre Borges, que passou a ser frequentemente retuitado e recomendado pelo mesmo MBL, participa de seus encontros e é convidado como panelista, comentarista, entrevistado, palestrante...
O publicitário foi um dos principais defensores do MBL durante seus ataques às manifestações do dia 26 de maio, em defesa da da reforma da previdência e do pacote anticrime de Sérgio Moro, que foram classificadas como "autoritárias" e "antidemocráticas" pelo MBL -- apesar de terem defendido pautas muito mais brandas do que as alardeadas pelo próprio movimento em protestos dos quais fez parte...
O MBL, antes de eleger deputados e se tornar parte do establishment político junto ao partido Democratas, defendeu invasão do Congresso, derrubada do Supremo...
Aqui Borges repete a narrativa furada do MBL, que rendeu uma perda de mais de 250 mil seguidores em apenas 1 mês:
A reposta do povo a Borges e seu agradecimento ao MBL, por caluniar e difamar o movimento e seus participantes:
Se hoje o americano Glenn Greenwald ganha a vida divulgando supostas
mensagens obtidas de forma ilegal por uma fonte “anônima” (ou nem tão anônima assim),
o passado do “jornalista” como advogado nos EUA é bem diferente: Glenn
se empenhou por cinco anos defendendo, de graça, o líder neonazista
Matthew “Matt” Hale.
Hale ingressou em 1992 na “Igreja do Criador”, um grupo neonazista
que defendia a necessidade de uma “guerra santa racial” para que
houvesse um “mundo branco” sem judeus, asiáticos e negros.
Após o
fundador do grupo cometer suicídio, Hale criou uma nova “igreja”, a
“Igreja Mundial do Criador”, e foi apontado pelos conselheiros do grupo
como “pontífice máximo” em 1996.
No dia 30 de junho de 1999, o comitê de avaliação da Associação de
Advogados de Illinois recusou o pedido de Hale para advogar no estado
por falta de “caráter moral”. Dois dias depois, um dos membros da
“Igreja Mundial do Criador” e testemunha pró-Hale no comitê, Benjamin
Smith, começou uma série de atentados que durou três dias. Primeiro,
atirou e feriu nove judeus ortodoxos que saíam de uma sinagoga em
Chicago. Depois matou um negro em Illinois – na frente de dois filho
dele – e um estudante universitário coreano que estava a caminho de uma
igreja metodista em Indiana. Outras nove pessoas foram feriadas no dia
04 de julho até que os atentados termiram quando Smith foi perseguido
pela polícia de Illinois e se matou.
Três sobreviventes dos atentados entraram com ações judiciais contra Hale, o “pontífice máximo” do grupo neonazista. Em uma ação federal,
um pastor atingido com três tiros durante um dos atentados afirmou que
Hale enconrajou e conspirou para “cometer atos de violência genocida em
nome de uma ‘guerra santa racial’ contra negros, judeus, asiáticos e
outros grupos étnicos”.
Já numa ação estadual em Chicago, dois
judeus ortodoxos que também foram vítimas dos atentados alegaram que
Hale ordenou que Smith atacasse grupos miniritários. Na ocasião, o então
advogado do líder neonazista, Glenn Greenwald, afirmou: “Eu acho que essas pessoas por trás dessas ações judiciais são tão odiosas e repugnantes que isso me motiva”. Sim, Glenn criticou as vítimas dos atentados por entrarem com uma ação judicial contra o líder neonazista.
Detalhe: aquele que viria a se tornar um assassino em série, Benjamin Smith, afirmou ao
testemunhar a favor do pedido de advocacia de Hale em Illinois que ele
foi guiado espiritualmente pelo líder neonazista defendido por Glenn.
“Ele me guiou espiritualmente… Quando o encontrei pela primeira vez, eu
não tinha certeza do que eu queria fazer com a minha vida, em que
direção eu iria”. Após os atentados, amigos de Smith afirmaram à polícia
que ele dizia que seria um “mártir” da guerra santa racial.
No ano seguinte (2000), em fala ao Los Angeles Times,
Glenn voltou a defender a existência do grupo neonazista. Segundo ele,
os grupos de direitos civis “afirmaram que têm como objetivo… falir
esses grupos de ódio ao forçá-los a gastar recursos com ações judiciais
para que não tenham dinheiro para qualquer outra coisa, o que eu
acredito…. que é um abuso do sistema legal”.
O grupo neonazista só seria desmantelado no dia 8 de janeiro de 2003,
quando Matt Hale foi preso por conspirar para matar a juíza Joan Lefkow
por ter condenado a “igreja” a deixar de utilizar a marca “Igreja do
Criador”, registrada anteriormente por um grupo religioso do Oregon. Um
informante do FBI no grupo neonazista reuniu uma série de vídeos e
áudios mostrando que Matt desejava que ele matasse a juíza. Matt foi considerado culpado em abril de 2004.
Semanas depois, Hale foi condenado a 40 anos de prisão por tramar o
assassinato da juíza. Durante o julgamento, além dos áudios e vídeos
obtidos pelo informante do FBI, os jurados ouviram uma série de fitas
de Hale usando xingamentos raciais, incluindo uma em que Hale fazia
piadas sobre os atentados cometidos por Smith. Ainda assim, seu então
advogado Glenn Greenwald afirmou ao New York Times que o líder neonazista foi “preso erroneamente”.
Pouco tempo após a condenação do líder neonazista, Glenn largou a
advogacia e abriu um blog na Internet, iniciando sua carreira no
“jornalismo”. Anos depois, em entrevista ao BuzzFeed,
Glenn confirmou que atuou no caso Matt “pro bono” (gratuitamente)
porque estava “interessado em defender os princípios políticos em que
acreditava”, se referindo à Primeira Emenda à Constituição dos Estados
Unidos (liberdade de expressão e religião).
Matt Hale ficará preso até 30 de dezembro de 2037.
Matt Hale, líder neonazista defendido por Glenn Greenwald nos EUA
Ainda assim o malabarismo estatístico continua presente no meio do texto:
Vendas do comércio caem 0,6% e setor tem pior resultado para abril desde 2015
As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em abril, na comparação com o mês anterior, no pior resultado para meses de abril desde 2015 (-1%), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda acontece após uma alta de 0,1% em março e queda de 0,1% em fevereiro, na comparação com o mês imediatamente anterior, reforçando a leitura de perda de ritmo do setor e de estagnação da economia brasileira em 2019.
Na comparação com abril de 2018, entretanto, houve alta de 1,7%.
Alexandre Borges, o office boy das opiniões permitidas, é um caso curioso. Os valores da pena de aluguel (que muitos dizem ser um misto de Xerox de aluguel com Google Translator) sempre coincidem com o que pensa seu empregador, ainda que apenas potencial.
O marqueteiro político, que fez nome em círculos conservadores criticando a "extrema-imprensa" e "liberteens" enquanto implorava por financiamento a empresários, acabou embarcando em um projeto mal sucedido no Youtube e, como prêmio de consolação por seu ativismo no Facebook, só conseguiu uma boquinha como comentarista na Jovem Pan e uma coluna na Gazeta do Povo, graças aos amigos influentes Felipe Moura Brasil, chefe de jornalismo da emissora de rádio, e Carlos Andreazza, manda-chuva da editora Record.
Borges, conhecido nas redes sociais por suas incessantes críticas ao jornalismo da Globo e de grandes jornais -- sendo inclusive responsável pela popularização dos termos extrema-imprensa e projaquistão --, mudou de posição assim que viu a possibilidade de uma boquinha na imprensa tradicional que ele tanto criticava.
Na imagem acima, o marqueteiro concorda com a afirmação de que o "bolsonarismo" despreza o jornalismo e que sua defesa da Revista Crusoé, crítica contumaz do governo que havia sido censurada pelos ministros do Supremo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ocorria apenas por oportunismo, para desgastar o STF.
Borges não só foi um dos grandes incentivadores desse 'desprezo' dispensado ao jornalismo tradicional, chamado por ele de "grande imprensa", como também foi parte integrante do próprio 'bolsonarismo'. Suas críticas frequentes ao jornalismo, assim como sua defesa militante da candidatura de Jair Bolsonaro, renderam ao marqueteiro um emprego na campanha de Flavio Bolsonaro para a prefeitura do Rio em 2016.
A lua de mel, no entanto, durou pouco. O rompimento aconteceu logo depois, quando Alexandre, o conservador, foi exposto por Eduardo Bolsonaro enquanto fazia networking com a cúpula da Globo em ato para viabilizar a campanha à presidência do então prefeito de São Paulo, o tucano João Dória.
A partir daí, Alexandre Borges, buscando um novo nicho, passou a repudiar e atacar tudo o que sempre havia defendido.
No vídeo abaixo podemos ver um exemplo: uma indireta endereçada ao assessor especial da presidência Felipe G. Martins, aluno de Olavo de Carvalho e odiado pelo que se convencionou chamar de Clube do Livro, a direita permitida formada por Andreazza e um grupo de ex-alunos ressentidos do filósofo, como Gustavo Nogy, Franciso Razzo e Felipe Moura Brasil, além de outros escritores de pouca relevância que têm contratos com a editora Record, o jornal Gazeta do Povo e a rádio Jovem Pan.
Quem diria que o próprio Borges, em 2017, tinha publicado um texto concordando com Martins e defendendo EXATAMENTE o contrário do que afirma no vídeo. E tudo isso enquanto zombava dos "liberteens", que acreditavam no que Borges agora defende...
Aqui, um podcast que mostra mais uma das inconsistências do marqueteiro: