Diz a lenda que o jornalista Paulo Francis afirmava que o trabalho de
correspondentes brasileiros nos EUA se limita a assistir a CNN e
traduzir – sem dar crédito, obviamente! – os jornais Washington Post e The New York Times.
A
verdade é que, independente da origem, poucas vezes uma piada se
mostrou tão verdadeira. Ou será que é a verdade que se assemelha a uma
piada?
Assim como nos EUA, o critério para a escolha das "fontes" pelo mundo é bem simples: o veículo precisa ser progressista.
O que todos têm em comum, além da agenda, é uma grande rejeição em seus respectivos países e vendagem muito aquém de seus competidores mais moderados ou conservadores.
Nos EUA, a conservadora Fox News,
o canal líder isolado de audiência pelos últimos 17 anos consecutivos, é
preterida pela progressista CNN, a emissora com a menor audiência entre
os canais de notícia a cabo.
Entre os jornais acontece coisa parecida. O USA Today,
de centro-esquerda e o jornal com a maior tiragem diária dos EUA, é
ignorado pelos 'recórteres', que preferem traduzir o decididamente
esquerdista The New York Times.
No Reino Unido, BBC e The Guardian são as fontes extra oficiais. Isso apesar do Guardian ser um dos jornais com menor tiragem do reino – aproximadamente 10 vezes menor que as do tablóide The Sun, de centro-direita, e do Daily Mail, de direita.
O mesmo se repete na Espanha, com o el-País, e na França, com o Le Monde.
Mas um dos casos mais emblemáticos é o de Israel, com o Ha'aretz. O jornal, considerado por grande parte dos israelenses como
de extrema-esquerda, tem um forte viés anti-sionista e anti-religioso,
com histórico de racismo contra judeus norte-africanos e do Levante, e
de manipulação de pautas por motivos políticos. Seus principais
articulistas frequentemente justificam — e até advogam! — o uso de terrorismo contra civis israelenses.
O jornal tem o equivalente a míseros 3,9% do mercado, mas é, praticamente, a única fonte dos correspondentes brasileiros.
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