A matéria costuma recorrer ao chavão “fulano diz a interlocutores”.
São jornalistas simpáticos a determinado político reproduzindo o que lhes dizem seus assessores. É relações públicas vendida como furo jornalístico.
O nome técnico para o trabalho dos assessores é “spinning job”.
Nas relações públicas e na política, o spin é uma forma de propaganda usada para persuadir a opinião pública em favor ou contra alguma organização ou personalidade.
A prática é muito utilizada por Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo:
- Mônica Bergamo: Lula tem surpreendido interlocutores ao criticar Fidel Castro
- Próximo governo será provisório,diz FHC a interlocutores
- Segundo interlocutores, o ex-presidente comentou que o texto (Fogo e Fúria) é um retrato de como será o Brasil em 2019.
- "O ex-presidente Lula está recebendo pressão de amigos, correligionários e familiares para concordar com o pedido de uma prisão domiciliar"
2 - Sigilo da Fonte
Funciona de maneira similar ao método anterior. Pedra angular do trabalho investigativo, visa proteger a identidade de fonte que teme represálias caso identificada. Tem sido abusado por jornalistas brasileiros, como Lauro Jardim, que usam-no de forma indiscriminada na tentativa de dar credibilidade a seus "furos" — que raramente se confirmam — sem que haja necessidade de corroboração ou comprovação. Fica em dúvida até mesmo a existência da própria fonte.
3 - "Diz Leitor"/ Carta do Leitor
O expediente é usado para oferecer opiniões em concordância com posições do jornal, eximindo-o da responsabilidade por elas.
A corrente ideológica preferida do veículo sempre tem mais representação que ideias repudiadas pelos pauteiros. O "leitor", por total coincidência, pode ser um conhecido político ou militante, mas não será descrito como tal.
4 - Uso de "especialistas" que confirmem teses defendidas pelo veículo
Os
tais especialistas, especificamente os de ciências humanas, podem
defender as teses que bem entenderem, por mais estapafúrdias
que sejam, já que não dispõem de critérios de precisão inequívocos. A
suposta análise não passa de reflexo da ideologia do analista — que
curiosamente confirma o posicionamento do próprio jornalista ou veículo
que o consulta. A cientista política Silvia Ramos, notória apoiadora do PSOL, é convidada constantemente por veículos das Organizações Globo para defender pautas importantes para a emissora, como desarmamento e as chamadas medidas sociais para o combate da criminalidade.
No programa “GloboNews Especial – Refugiados Urbanos da Violência”, a analista e cientista política do CESec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes) afirma que os bandidos compram fuzis por causa da… polícia.
“O fuzil é também um instrumento de locação, de compra e venda, de negócios, e o responsável por essa expansão são as políticas de segurança que acabam estimulando os criminosos a comprarem mais fuzis para combater os fuzis das forças de segurança“.
A revista Exame, da editora Abril, traz o advogado Guilherme de Salles Gonçalves para analisar a acusação sem provas nem indícios publicada por Patrícia Campos Mello na Folha de São Paulo.
Guilherme,
apresentado pela revista como "especialista em Direito eleitoral e
membro fundador da Academia Brasileira de Direito eleitoral e Político",
foi advogado de campanhas da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
O
"especialista" também foi preso pela Operação Custo Brasil, acusado de
receber propina destinada ao marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo
Bernardo, por irregularidades no Ministério do Planejamento. Detalhes
convenientemente omitidos.
6 - Manchetes que vão contra o conteúdo da matéria
De acordo com estudo realizado por cientistas da computação na Columbia University e no French National Institute,
59% dos links compartilhados nas redes sociais nunca foram clicados. Em
outras palavras: a maioria das pessoas compartilha notícias sem
nunca ter lido o conteúdo.
O que se entende da manchete: palestino morre ao ser atacado com faca.
O que de fato aconteceu: palestino que tentou esfaquear um israelense foi morto em legítima defesa.
7 - Uso de estudos controversos ou enviesados
Ao lidar com temas técnicos, jornalistas têm a necessidade de usar pesquisas para fundamentar seu trabalho e fazer fact checking
(verificação de fatos) de alegações feitas por políticos e
personalidades públicas. Muitos jornalistas, no entanto, não têm o
mínimo conhecimento de métodos de pesquisa e análise estatística. Grande
parte é incapaz de diferenciar um estudo de sério de uma propaganda
rasteira. (Primeiros passos para avaliar um estudo/pesquisa)
Outros
nem sequer são capazes de notar problemas muito mais simples do que
estatística e a metodologia aplicada. Estes não conseguem nem mesmo se
perguntar duas questões básicas:
1 - Quem financiou a pesquisa?; 2 - Há
algum conflito de interesse envolvido?
É
fundamental saber quem financiou a pesquisa e que papel o patrocinador
desempenhou na concepção do estudo, em sua implementação ou nas decisões
sobre como as descobertas seriam apresentadas ao público. Autores de
estudos publicados em jornais acadêmicos são obrigados a divulgar fontes
de financiamento justamente por este motivo.
Os
autores têm algum conflito de interesse? Pesquisas conduzidas por
indivíduos ou organizações que possam obter alguma vantagem política ou
financeira devem ser vistas com desconfiança.
E eis que surge novamente o nome da quase onipresente cientista política Silvia Ramos, do conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a principal fonte de informações da imprensa tradicional sobre segurança pública.
Sílvia,
além de apoiadora do PSOL, partido com conhecidas bandeiras na área de segurança pública, também trabalha no CESec, organização que é
apoiada financeiramente pela Open Society Foundation, de George
Soros. A fundação do bilionário é conhecida mundialmente por financiar
campanhas em favor da restrição de posse e venda de armas, além de
ferrenha defensora da legalização de drogas.
Apesar
do conflito de interesses e do ativismo de seus financiadores, Sílvia
Ramos é figura frequente em diversos veículos de imprensa, onde fala com
autoridade inquestionável.
8 - Uso de imagens para criar empatia/antipatia
Imagens contam uma história. Muitas vezes uma foto é mais impactante para comunicar
um acontecimento do que a escrita. Por exemplo, uma cena muito emocional de
uma família que acaba de ser reunida após um evento traumático pode se
conectar com um leitor mais do que se a cena fosse apenas descrita.Uma imagem pode transmitir uma mensagem rapidamente, e é uma ótima maneira de alcançar uma audiência sem que ela tenha lido o texto ou se aprofundado no assunto.
Fotografias também são usadas para comunicar mensagens de forma implícita.
Notícias sobre mortos ilustradas com familiares de luto humanizam o falecido — mesmo que este seja um criminoso ou um terrorista —, já que a maioria das pessoas tende a se comover com o sofrimento alheio. Fotos mostrando determinada pessoa em estado debilitado, em prantos ou praticando boas ações também causam empatia.
Ensaio fotográfico com Marisa Letícia raspando a barba de Lula, após diagnóstico de câncer
Uma foto como a que vai acima exige uma atenção sem igual a uma infinidade de detalhes técnicos — como o ângulo mais apropriado, iluminação e dezenas de tentativas bem ensaiadas — que só um profissional, em um ambiente totalmente controlado, é capaz de proporcionar. A foto, que busca transmitir um momento natural e inocente de intimidade, pode ser tudo, menos o que se propõe a ser.
O oposto também ocorre. Mesmo notícias neutras ou positivas podem ser ilustradas por fotos que causam má impressão do indivíduo em questão. Imagens muito fechadas no rosto, com uma proximidade incomum; fotos com rostos envoltos em sombras, expressões faciais que demonstram raiva, desprezo ou desconfiança; poses que lembram saudações nazistas etc.
9 - Fotos Encenadas
Você provavelmente já viu dezenas de fotos de mulheres palestinas chorando. Os jornais as adoram e pessoas decentes simpatizam com elas.
Agora, dê uma olhada nos bastidores. Aqui está uma foto reveladora que passou pelos filtros ideológicos, mostrando como a farsa é criada.
Uma mulher palestina se apresenta para as câmeras, encenando cuidadosamente seu desespero em frente a uma parte muito conveniente do muro de segurança.
Por mera coincidência, ela escolheu chorar diante de um batalhão de fotógrafos ao lado de uma inscrição em inglês que diz "parem de matar os palestinos".
Outro caso, do Christian Peacemaking Team:
"Hoje as forças israelenses soldaram as portas da frente de Aamal Hashem Dundes. Vivendo em um apartamento alugado do outro lado da rua, sua família possuía essas duas casas na rua Shuhada há séculos, a maioria das quais é fechada para palestinos.
Aamal sentou-se em uma cadeira, por vezes chorando, enquanto ela, sua filha, residentes palestinos, ativistas e jornalistas internacionais questionavam os soldados que estavam realizando o ato ilegal. Em um momento ela pegou sua cadeira e sentou-se na frente de sua casa em um ato de resistência, antes de ser forçada a se mover.
Soldados logo começaram a empurrar a multidão para o outro lado da rua e para longe das casas, empurrando violentamente um membro de nossa organização que estava tirando fotos. Enquanto isso, os colonos foram autorizados a ficar perto e antagonizar a multidão.
Aamal tem pressão alta e diabetes, e depois de desmaiar foi levada para o hospital em uma ambulância. Aamal pediu que um de nós a acompanhasse na ambulância, mas o exército israelense impediu que o CPT se juntasse a Aamal. Por volta de 13:30, os soldados terminaram de soldar as portas, e alguns ficaram com um colono, aparentemente de bom humor."
Tudo muito tocante. A crueldade dos soldados contra uma pobre senhora indefesa revolta até a mais fria das pessoas.
Mas, para o azar da propaganda travestida de jornalismo, um cinegrafista amador resolveu documentar o "making of" do ensaio fotográfico, e é aí que as coisas se esclarecem:
"As imagens postadas na segunda-feira pelo site 0404 News mostram uma mãe árabe em Hebron irrompendo em lágrimas para um grupo de fotógrafos enquanto soldados selam a porta de uma casa próxima.Filmagem da cena:
Duas semanas atrás, palestinos lançaram duas bombas incendiárias contra israelenses que vivem nas proximidades de Beit Hadassah, de dentro do prédio abandonado nas proximidades, que havia sido desocupado por vários anos devido a uma ordem militar, segundo o site Srugim.
Um dos dispositivos em chamas incendiou o exterior de uma casa móvel onde judeus residiam. Os moradores da estrutura tiveram sorte, no entanto, e não houve feridos no ataque, que causou apenas pequenos danos.
Quando uma equipe da IDF chegou na segunda-feira para selar a entrada do prédio anteriormente desocupado, um grupo de agitadores pró-palestinos estrangeiros e israelenses chegou rapidamente — incluindo a mulher e sua filha — e começou a assediar a equipe de soldagem.
"Você viu?! Ele [um fotógrafo] pediu a ela para chorar durante a fotografia, e ela chorou [na deixa]! Eu não posso acreditar nisso.”, disse um homem israelense chocado, enquanto ele mesmo filmou a cena por trás da imprensa.
"E aqui está a filha dela instruindo-a a "chorar, chorar "... ela está rindo quando diz à mãe para chorar", o espectador israelense observou com espanto.
"Olha esta cena!", exclamou ele. “Ela [a filha] está rindo enquanto diz à mãe para chorar”, enquanto um fotógrafo tira uma foto em close-up.
10 - Editorialização de notícias
Isso ocorre quando o jornalista introduz opiniões pessoais em relatos factuais. A notícia deve ser dada da forma mais imparcial e objetiva possível. Análises e julgamentos de valor devem ser deixados para editoriais e colunas.
Como exemplo claro da editorialização de notícias, a cobertura do Jornal do Brasil sobre o acordo nuclear americano com o Irã:
11 - Culpa por associação
Dilma
se reúne com aliados internacionais na posse de Maduro. Entre eles
estão líderes de estados totalitários como Mahmoud Ahmadinejad,
presidente do Irã acusado de financiar o terrorismo internacional, além
do próprio Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Cristina Kirschner,
acusada em diversos casos de corrupção e de obstrução de justica, também
está presente. Nenhum julgamento de valor ou informação adicional é
dada, a chamada contém apenas uma descrição objetiva.O truque visa criar uma ligação entre duas pessoas através dos malfeitos, reais ou imaginários, de uma delas. É a chamada culpa por associação.
O uso deste artifício é legítimo, desde que dentro de um padrão único e aplicado a todos os envolvidos em situações similares.
12 - Ligações Remotas
Versão jornalística do jogo Six Degrees of Kevin Bacon.
É um jogo bastante praticado pela imprensa, baseado no conceito de "seis graus de separação", que busca uma ligação entre o ator norte-americano Kevin Bacon e qualquer outra pessoa no mundo através de, no máximo, seis outras pessoas.
A versão jornalística aceita ligações ainda mais tênues e arbitrárias, desde que seja para atingir um desafeto.
Por
outro lado, quando usuários do Twitter mencionaram que Marina Dias, da
Folha, responsável por matéria polêmica — e negada enfaticamente pela
suposta vítima — publicada contra Jair Bolsonaro alguns dias antes da
eleição, é filha do Zé Américo Dias, ex-secretário de comunicação do
Partido dos Trabalhadores, jornalistas condenaram o ato como “ataque”.
13 - Duplo Padrão
Casos similares são apresentados de maneira diferente dependendo da filiação partidária ou posição ideológica dos envolvidos.
Comparação entre manchetes e chamadas da Globo sobre o cubano Fidel Castro e o chileno Augusto Pinochet:
De acordo com a Globo, Castro foi um "presidente" e o líder de uma "revolução"; Pinochet foi um "ditador" que comandou um "golpe". Afinal, qual é o critério?
Mahmoud Abbas, que esteve pessoalmente envolvido em atentados terroristas, que usa dinheiro público fruto de doações internacionais para pagar salário a terroristas presos em cadeias israelenses, e que é mundialmente reconhecido pela brutalidade com que lida com qualquer oposição interna, também é chamado de "presidente" pela Globo. Em 2019, Abbas completará o 14º ano do seu mandato de 4 anos.
14 - Uso de eufemismos e voz passiva para suavizar a violência
A omissão do sujeito e uso abitrário da voz passiva/ativa e de verbos intransitivos servem para proteger certos indivíduos, grupos ou governos.
Quando um israelense é assassinado a sangue frio, as manchetes noticiam que "israelense é morto a facadas". O assassino não tem identidade nem motivação. É como se a morte tivesse sido causada por um evento da natureza ou infortúnio qualquer. Morre esfaqueado, morre afogado...
Quando palestinos são atingidos por tiros, em bombardeios ou mortos em confronto, os veículos usam voz ativa ("Israel mata menino") ou então deixam claro quem causou as mortes ("palestinos morrem atingidos por disparos israelenses").
Eufemismos
Bombas e tiroteios contra civis judeus não são rotulados como “terrorismo”, nem seus perpetradores como “terroristas” — mesmo que a ação tenha sido o assassinato de 8 estudantes dentro de uma escola.
Os termos usados são “militantes” ou “ativistas”.
Globo: "militantes", "grupo islâmico" e "ataque em escola"; as palavras terror e terrorista são evitadas a todo custo
Já ações militares israelenses têm sua intensidade e alcance sensacionalizados. Adjetivos como “agressivas”, “devastadoras” ou “intensas” devem caminhar junto com as ações. Por outro lado, ataques de foguetes palestinos são invariavelmente descritos como “ineficazes” ou “sem vítimas”, embora a intenção dos que atiram seja o assassinato indiscriminado de civis.
15 - Controle da Narrativa
O controle da narrativa ocorre quando um tema ou aspecto pouco significante para o público — mas importante para a imprensa ou para um grupo de influência — ganha destaque desproporcional.
1º caso
No mesmo momento em que o Ceará passa por uma das maiores ondas de terrorismo vistas no país, com criminosos destruindo delegacias de polícia, tribunais, postos de saúde e explodindo (!) um viaduto, veio a público um vídeo em que a recém-empossada ministra Damaris Alves afirmou que "menino veste azul e menina veste rosa".
Qual dos dois casos repercutiu mais na imprensa?
Tempo no Jornal Nacional, da Globo:
Criminosos aterrorizando o Ceará: 2:30 minutos, cortando falas no meio para caber na edição.
Vídeo com fala da ministra: 2 minutos, incluindo declarações da "associação de travestis e transexuais".
A superexposição do caso não parou por aí.
A fala, uma óbvia figura de linguagem se referindo a ideologia de gênero, foi tomada como literal por jornalistas da Globo, que, dentro e fora dos estúdios, iniciaram uma onda de militância tão sem sentido quanto constrangedora:
Jornal Extra, das organizações Globo, dá a polêmica fabricada quase toda primeira página.
2º caso
Após cada um dos muitos atentados terroristas praticados em nome do islã, jornalistas da Globo afirmam, repetidamente, que o islamismo é "a religião da paz", que os atos praticados vão contra os valores da religião e que os cidadãos muçulmanos no ocidente "temem uma onda de islamofobia" e reações violentas. Ou seja: o islã e os muçulmanos são tão — ou mais! — vítimas dos terroristas quanto os inocentes mortos simplesmentes por não serem muçulmanos.
Cecília Malan, no Fantástico, age como relações públicas de organizações muçulmanas. Só fatos que corroboram a narrativa são mencionados, e detalhes que vão de encontro a ela são completamente omitidos — como o fato de que grupos trazidos por ela para reforçar a tese de que os muçulmanos são as vítimas e que o terrorismo vai contra o islã são, eles próprios, apoiadores e financiadores do terrorismo, de acordo com governos árabes e com a polícia federal (FBI) e a justiça americana.
16 - Ridicularização
Quando personalidade ou corrente de pensamento impopular entre jornalistas é limitado a aspectos secundários ou insignificantes, para reduzí-lo a estatura destes detalhes.
Ao
noticiar a escolha de Marcos Pontes como futuro ministro da Ciência e
Tecnologia no governo Bolsonaro, a revista Exame decidiu que a melhor
maneira de apresentá-lo ao grande público seria apontar um feito
emblemático de sua vida.
A escolha do editor foi apontar que "um dos feitos de sua carreira [...] foi ter plantado um feijão no espaço".Além de ter sido o primeiro brasileiro lançado ao espaço, Pontes é bacharel em Ciências Aeronáuticas e Administração Pública pela Academia da Força Aérea Pirassununga, Engenheiro Aeronáutico formado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e Mestre em Engenharia de Sistemas na Naval Postgraduate School.
Mas para a Exame, a melhor maneira de apresentá-lo é como o homem que plantou um feijão no espaco.
17 - Distorção de Declarações
O jornalista entende não o que foi efetivamente dito, mas o que ele queria que tivesse sido.
Um exemplo é dado pela Folha, em matéria sem autor, atacando o comediante Danilo Gentili.
A frase de Gentili:
"Se eu tenho capacidade e segurança de entender zuera pq uma mulher não teria?"
A pergunta retórica parte da premissa de que ele, Gentili, e as mulheres, são iguais — portanto elas seriam tão capazes de "entender zuera" quanto ele.
A matéria da Folha não só distorce, como inverte completamente a fala do comediante, acusando-o de dizer o exato oposto do que declarou: "que mulher não tem capacidade de entender zueira".
























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