Thursday, January 10, 2019

Haaretz e a publicação seletiva de informações

Do Jerusalem Post

David Landau (redator-chefe do Haaretz) jogou no lixo qualquer aparência de integridade jornalística e confessou publicamente ter cruzado a linha vermelha que distingue o jornalismo respeitável da propaganda.

De acordo com o Jerusalem Post, na Conferência Limmud em Moscou, Landau soltou uma bomba. Ele surpreendeu os presentes gabando-se de que seu jornal minimizou intencionalmente casos de corrupção de líderes políticos israelenses, incluindo os primeiros-ministros Ariel Sharon e Ehud Olmert, quando, na opinião do Haaretz, as políticas desses líderes estavam avançando o processo de paz.

Quando os participantes questionaram-no sobre a moralidade de tal abordagem, Landau respondeu com a afirmação extraordinária de que "mais imoralidade acontece todos os dias em um único checkpoint [na Judéia e Samaria] do que em todos os escândalos juntos".

Ele então garantiu descaradamente aos presentes que o Haaretz estava pronto para repetir o ato a fim de "garantir que Olmert fosse a Annapolis".

Mesmo os ex-bolcheviques na platéia devem ter ficado surpresos diante de tal ponto de vista, declarado abertamente, incorporando todas as características da era stalinista.

É escandaloso que o principal editor do que pretende ser um jornal respeitável e de prestígio proclame publicamente - com orgulho -  ter minimizado, e possivelmente até encoberto, atos de corrupção por altos líderes políticos, a fim de promover sua própria agenda política e, além disso, se gabar de que seu jornal continuaria a fazê-lo no futuro.

O fato de Landau se vangloriar publicamente de ter omitido/minimizado acusações de corrupção contra os primeiros-ministros Sharon e Olmert, a fim de não enfraquecer seu apoio enquanto trabalhavam em um acordo com os palestinos, deveria chocar qualquer pessoa que entenda o valor de uma imprensa livre e responsável em um país democrático.  Que David Landau tenha se sentido confortável para admitir tal transgressão abertamente é ainda mais alarmante. Isso sugere uma atmosfera de cumplicidade entre os jornalistas em Israel e no ocidente, que tolera a promoção de uma certa ideologia em detrimento dos padrões que devem servir como um guia para a imprensa ocidental.





No comments:

Post a Comment