David Landau (redator-chefe do Haaretz) jogou no lixo qualquer aparência de integridade jornalística e confessou publicamente ter cruzado a linha vermelha que distingue o jornalismo respeitável da propaganda.
De acordo com o Jerusalem Post, na Conferência Limmud em Moscou, Landau soltou uma bomba. Ele surpreendeu os presentes gabando-se de que seu jornal minimizou intencionalmente casos de corrupção de líderes políticos israelenses, incluindo os primeiros-ministros Ariel Sharon e Ehud Olmert, quando, na opinião do Haaretz, as políticas desses líderes estavam avançando o processo de paz.
Quando os participantes questionaram-no sobre a moralidade de tal abordagem, Landau respondeu com a afirmação extraordinária de que "mais imoralidade acontece todos os dias em um único checkpoint [na Judéia e Samaria] do que em todos os escândalos juntos".
Ele então garantiu descaradamente aos presentes que o Haaretz estava pronto para repetir o ato a fim de "garantir que Olmert fosse a Annapolis".
Mesmo os ex-bolcheviques na platéia devem ter ficado surpresos diante de tal ponto de vista, declarado abertamente, incorporando todas as características da era stalinista.
É escandaloso que o principal editor do que pretende ser um jornal respeitável e de prestígio proclame publicamente - com orgulho - ter minimizado, e possivelmente até encoberto, atos de corrupção por altos líderes políticos, a fim de promover sua própria agenda política e, além disso, se gabar de que seu jornal continuaria a fazê-lo no futuro.
O fato de Landau se vangloriar publicamente de ter omitido/minimizado acusações de corrupção contra os primeiros-ministros Sharon e Olmert, a fim de não enfraquecer seu apoio enquanto trabalhavam em um acordo com os palestinos, deveria chocar qualquer pessoa que entenda o valor de uma imprensa livre e responsável em um país democrático. Que David Landau tenha se sentido confortável para admitir tal transgressão abertamente é ainda mais alarmante. Isso sugere uma atmosfera de cumplicidade entre os jornalistas em Israel e no ocidente, que tolera a promoção de uma certa ideologia em detrimento dos padrões que devem servir como um guia para a imprensa ocidental.
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