No artigo "A Sintaxe Interna da Ocupação", a controversa repórter do Haaretz, Amira Hass, afirma que "jogar pedras é direito hereditário e o dever de alguém sob controle estrangeiro”.
Estas palavras foram escritas poucos dias depois que Adele Biton, uma menina israelense de 3 anos, ficou gravemente ferida (depois vindo a falecer) quando um palestino atirou uma pedra no carro que sua mãe dirigia, fazendo com que ele se chocasse com um caminhão.
Mas Amira Hass não pára por aí. Além de justificar o terrorismo, ela ainda sugere que violência deve ser ensinada nas escolas:
Atirar pedras é o direito hereditário e o dever de qualquer pessoa sujeita ao controle estrangeiro. Atirar pedras é uma ação, bem como uma metáfora de resistência. [...]
Muitas vezes o ato de atirar pedras é causado pelo tédio, excesso de hormônios, vontade de imitar, por orgulho e para competir. Mas na sintaxe interna da relação entre o ocupante e o ocupado, o lançamento de pedras é o adjetivo ligado ao “já tivemos o suficiente de vocês, ocupantes”.
Mesmo que seja um direito e um dever, várias formas de resistência ao regime estrangeiro, bem como suas regras e limitações, devem ser ensinadas e desenvolvidas. As limitações poderiam incluir a distinção entre civis e portadores de armas, entre crianças e os uniformizados, bem como as falhas e limitações do uso de armas.
Faz sentido que as escolas palestinas introduzam aulas básicas de resistência [...] Então, por que essas classes estão ausentes do currículo palestino? Parte da explicação está na oposição dos estados doadores e nas medidas punitivas de Israel. Mas também é devido à inércia, preguiça, raciocínio falho, incompreensão e por causa de ganhos pessoais de algumas partes da sociedade. De fato, a lógica da existência da Autoridade Palestina engendrou uma regra básica nas últimas duas décadas - a adaptação à situação existente. Assim, uma contradição e um choque foram criados entre a sintaxe interna da Autoridade Palestina e a do povo palestino.
Em uma entrevista com o jornalista Kalman Libskind, da rádio Galei Yisrael, o editor e dono do Haaretz, Amos Schocken, defendeu o artigo de Hass. Quanto à simpatia de Hass pelos lançadores de pedras, Schocken se recusou a se distanciar de sua jornalista. "Às vezes", concluiu ele, "você precisa combater a violência com violência".
Shocken é o mesmo que se refere a uma crítica judia-israelense de origem norte-africana como uma macaca.
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