Wednesday, January 9, 2019

Amos Shocken, quando o anti-sionismo e o racismo se unem

Respondendo a um comentário de uma judia norte-africana, que criticava um suplemento do Haaretz que coroava o hino de Israel como a “canção israelense mais odiada” e mostrava seus fundadores sendo executados por enforcamento, Amos Shocken, dono do jornal, tuitou: “Minha família fazia parte da liderança do sionismo enquanto você ainda estava subindo em árvores”
                                                ________________________________


Sob a chamada: "Esta música tem que parar (urgentemente)!", vários repórteres do jornal selecionaram uma canção israelense que eles detestavam. No topo da lista, obviamente!, estava o hino nacional de Israel, "HaTikva", ao lado do hino extra oficial de Jerusalém, "Jerusalém do Ouro", de Naomi Shemer.

Os editores do jornal também acrescentaram uma imagem ao suplemento, publicada sob a manchete "O dia em que Ben Gurion foi enforcado", descrevendo em detalhes como poderia ter sido a execução dos fundadores de Israel, dentre eles o primeiro líder do país, David Ben Gurion, junto com outras importantes personalidades do período nascente de Israel, incluindo Yitzhak Sadeh, Yigal Alon e Menachem Begin.

O suplemento provocou protestos nas mídias sociais, com muitos usuários criticando o jornal. Respondendo a um deles, Ravit Dahan, de origem norte-africana, Shocken tuitou: "Você é insolente. Minha família fazia parte da liderança do sionismo enquanto você ainda estava subindo em árvores."
O Haaretz está com a família Shocken há 83 anos e nos demos bem sem a sua ideologia, e assim continuaremos."



Ao se deparar com a resposta de Shocken, a apresentadora de rádio Keren Neubach escreveu: "Racismo descarado e vergonhoso. O tuíte expõe o que Shocken realmente pensa sobre partes do público israelense".

Inicialmente o comentário foi deletado sem nenhuma explicação. Após mais críticas, Amos Shocken afirmou que apagou o tuíte assim que percebeu que atribuíram a ele um significado que não era o pretendido originalmente, afirmando que ele meramente queria apontar a "ignorância" da comentarista.

Dado o histórico de racismo de seu jornal contra judeus norte-africanos, a desculpa não parece muito convincente.



No comments:

Post a Comment