Friday, May 10, 2019

Marqueteiro político e "jornalista", Alexandre Borges faz acusações sem provas e diz que mídia independente age como ele e a empresa onde trabalha

É uma acusação gravíssima: o marqueteiro político acusa pessoas da mídia independente de estarem se prostituindo por Bolsonaro. Certamente deve ter provas do que diz, mesmo porque ninguém ousaria pensar que o “grande analista conservador”, que era da mídia independente até ontem, acusaria sem provas, não é? Os ouvintes deveriam pedir pelos nomes e provas. Não podemos ler gente que "roda bolsinha" e defenda causas por dinheiro. [1]

Do Renova Mídia:
O comentarista político Alexandre Borges alertou que o imbróglio interno entre “olavistas” e militares é fruto de uma disputa por verbas da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

Durante participação no programa “3 em 1”, da rádio Jovem Pan, Borges diz que o motivo das críticas das redes sociais ao ministro da Secretaria do Governo, Santos Cruz, envolve os milhões da verba governamental para comunicação.

Borges declarou:

“Algumas alas do governo [Bolsonaro] estariam querendo abrir mão do critério técnico para criar a sua própria blogosfera de defesa do governo.”
E acrescentou:

“É uma acusação que não é totalmente inverossímil. A gente vê nas redes sociais alguns colunistas, alguns blogueiros, vocês vão me desculpar a metáfora, mas rodando bolsinha nas esquinas virtuais da internet e oferecendo seu corpinho para o governo.”

Assim como nos Estados Unidos, em razão dos ataques constantes da velha mídia contra o governante direitista, o jornalismo independente tende a mostrar aquilo que os grandes empresários do ramo da comunicação não querem informar.

Esta relação de antagonismo entre os jornais independentes e a velha imprensa faz com que muitos sejam rotulados como “governistas” por aqueles que estão amedrontados com o fortalecimento destas iniciativas.

Aparentemente, o integrante da Jovem Pan — mídia que vem recebendo milhões de verba estatal ao longo dos anos — está acusando colunistas, blogueiros e iniciativas jornalísticas independentes — que não seguem a narrativa propagada pela velha imprensa — de defenderem o governo do presidente Jair Bolsonaro em busca dinheiro de público.

Alexandre Borges continuou:

“Mantenha os critérios de alocação de verba publicitária. Se não começar a cair dinheiro nos bolsos de blogueiros puxa-sacos, vendidos, que estão ali apenas para defender o governo, o governo se livra dessa acusação.”

Borges não explicou de onde surgiu esta acusação, nem apresentou casos de iniciativas que estejam recebendo verba da Secom para defender o governo Bolsonaro.

O funcionário da Jovem Pan concluiu tentando comparar o momento atual do jornalismo independente do Brasil com a era do Partido dos Trabalhadores (PT), quando os governos de Lula e Dilma encheram os bolsos da militância em troca de afagos nas redes sociais e manchetes positivas nos jornais:

“Vamos ficar de olho. Vamos ver como a Secom vai gastar dinheiro daqui pra frente, seja lá quem estiver à frente da Secom. Se os critérios forem técnicos, a acusação não se sustenta. Se começar a irrigar e criar uma blogosfera petista de sinal trocado, nós vamos denunciar.”

O comentarista Alexandre Borges bloqueou a RENOVA na rede social Twitter logo após a publicação desta reportagem.

Ao contrário do que diz Borges, parece que é a grande imprensa, da qual agora faz parte, que "roda a bolsinha" por benefícios. 

Logo após a "olavista" Letícia Catelani ser demitida da Apex por um indicado do general Santos Cruz, por bloquear renovação de um contrato de convênio com o Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo (que financia várias empresas e projetos ligados a gupos midiáticos), o projeto milionário foi aprovado.

O convênio representa gasto de recursos públicos para sustentar a participação de produtores do cinema nacional no Festival Internacional de Cinema de Cannes, além de outros festivais em Berlin e Toronto.

O valor previsto para bancar a farra será desembolsado pela Apex e é de R$ 7,5 milhões.

Logo após a acusação leviana de Alexandre Borges, mensagens de um homem de Santos Cruz, o general Roberto Escoto, surgiram. Nelas o homem do ministro aparece exercendo pressão, em nome dele, sobre funcionários que não estão hierarquicamente subordinados a Santos Cruz.

Na mensagem ele aparece ordenando unilateralmente que esses funcionários sob os quais não tem autoridade assinem contratos conforme suas determinações, cometendo ingerência, e assim beneficiando a entidade e quem dela vive.


Assim que estas informações vieram à tona, no dia seguinte ao comentário, Alexandre Borges silenciou sobre o assunto. 

A Jovem Pan, onde Alexandre foi colocado por seus amigos Carlos Andreazza e Felipe Moura Brasil, recebe dezenas milhões de reais do governo. As mídias independentes? Nada.

Até o surgimento das mensagens, a imprensa, incluindo o Antagonista e a Jovem Pan, defendeu Santos Cruz em coro. Após a  publicação delas, só o Antagonista noticiou o fato de forma cautelosa e comedida, como nunca faz. Os outros grupos midiáticos ignoraram o caso por completo.

"O Palácio do Planalto, segundo a Folha de S. Paulo, cogita tirar a publicidade estatal do general Santos Cruz.
A Secom – que é comandada por Fábio Wajngarten, ligado a Carlos Bolsonaro e Olavo de Carvalho – seria transferida para outra pasta.
Dessa maneira, os bolsonaristas ficariam contentes e os ataques aos militares, em particular ao general Santos Cruz, cessariam."

Mas informações sobre o caso:

 


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