Do Renova Mídia:
O comentarista político Alexandre Borges alertou que o imbróglio interno entre “olavistas” e militares é fruto de uma disputa por verbas da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).
Durante participação no programa “3 em 1”, da rádio Jovem Pan, Borges diz que o motivo das críticas das redes sociais ao ministro da Secretaria do Governo, Santos Cruz, envolve os milhões da verba governamental para comunicação.
Borges declarou:
“Algumas alas do governo [Bolsonaro] estariam querendo abrir mão do critério técnico para criar a sua própria blogosfera de defesa do governo.”
E acrescentou:
“É uma acusação que não é totalmente inverossímil. A gente vê nas redes sociais alguns colunistas, alguns blogueiros, vocês vão me desculpar a metáfora, mas rodando bolsinha nas esquinas virtuais da internet e oferecendo seu corpinho para o governo.”
Assim como nos Estados Unidos, em razão dos ataques constantes da velha mídia contra o governante direitista, o jornalismo independente tende a mostrar aquilo que os grandes empresários do ramo da comunicação não querem informar.
Esta relação de antagonismo entre os jornais independentes e a velha imprensa faz com que muitos sejam rotulados como “governistas” por aqueles que estão amedrontados com o fortalecimento destas iniciativas.
Aparentemente, o integrante da Jovem Pan — mídia que vem recebendo milhões de verba estatal ao longo dos anos — está acusando colunistas, blogueiros e iniciativas jornalísticas independentes — que não seguem a narrativa propagada pela velha imprensa — de defenderem o governo do presidente Jair Bolsonaro em busca dinheiro de público.
Alexandre Borges continuou:
“Mantenha os critérios de alocação de verba publicitária. Se não começar a cair dinheiro nos bolsos de blogueiros puxa-sacos, vendidos, que estão ali apenas para defender o governo, o governo se livra dessa acusação.”
Borges não explicou de onde surgiu esta acusação, nem apresentou casos de iniciativas que estejam recebendo verba da Secom para defender o governo Bolsonaro.
O funcionário da Jovem Pan concluiu tentando comparar o momento atual do jornalismo independente do Brasil com a era do Partido dos Trabalhadores (PT), quando os governos de Lula e Dilma encheram os bolsos da militância em troca de afagos nas redes sociais e manchetes positivas nos jornais:
“Vamos ficar de olho. Vamos ver como a Secom vai gastar dinheiro daqui pra frente, seja lá quem estiver à frente da Secom. Se os critérios forem técnicos, a acusação não se sustenta. Se começar a irrigar e criar uma blogosfera petista de sinal trocado, nós vamos denunciar.”
O comentarista Alexandre Borges bloqueou a RENOVA na rede social Twitter logo após a publicação desta reportagem.
Ao contrário do que diz Borges, parece que é a grande imprensa, da qual agora faz parte, que "roda a bolsinha" por benefícios.
Logo após a "olavista" Letícia Catelani ser demitida da Apex por um indicado do general Santos Cruz, por bloquear renovação de um contrato de convênio com o Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo (que financia várias empresas e projetos ligados a gupos midiáticos), o projeto milionário foi aprovado.
O convênio representa gasto de recursos públicos para sustentar a participação de produtores do cinema nacional no Festival Internacional de Cinema de Cannes, além de outros festivais em Berlin e Toronto.
O convênio representa gasto de recursos públicos para sustentar a participação de produtores do cinema nacional no Festival Internacional de Cinema de Cannes, além de outros festivais em Berlin e Toronto.
O valor previsto para bancar a farra será desembolsado pela Apex e é de R$ 7,5 milhões.
Logo após a acusação leviana de Alexandre Borges, mensagens de um homem de Santos Cruz, o general Roberto Escoto, surgiram. Nelas o homem do ministro aparece exercendo pressão, em nome dele, sobre funcionários que não estão hierarquicamente subordinados a Santos Cruz.
Na mensagem ele aparece ordenando unilateralmente que esses funcionários – sob os quais não tem autoridade – assinem contratos conforme suas determinações, cometendo ingerência, e assim beneficiando a entidade e quem dela vive.
Assim que estas informações vieram à tona, no dia seguinte ao comentário, Alexandre Borges silenciou sobre o assunto.
A Jovem Pan, onde Alexandre foi colocado por seus amigos Carlos Andreazza e Felipe Moura Brasil, recebe dezenas milhões de reais do governo. As mídias independentes? Nada.
Até o surgimento das mensagens, a imprensa, incluindo o Antagonista e a Jovem Pan, defendeu Santos Cruz em coro. Após a publicação delas, só o Antagonista noticiou o fato – de forma cautelosa e comedida, como nunca faz. Os outros grupos midiáticos ignoraram o caso por completo.
"O Palácio do Planalto, segundo a Folha de S. Paulo, cogita tirar a publicidade estatal do general Santos Cruz.
A Secom – que é comandada por Fábio Wajngarten, ligado a Carlos Bolsonaro e Olavo de Carvalho – seria transferida para outra pasta.
Dessa maneira, os bolsonaristas ficariam contentes e os ataques aos militares, em particular ao general Santos Cruz, cessariam."
Mas informações sobre o caso:


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