A públicação da “íntegra dos diálogos privados relevantes à reportagem publicada no domingo” em nova matéria de ontem (12) no Intercept, site fundado pelo ex-advogado de um líder neonazista,
mostra que o site manipulou a versão inicial das supostas mensagens –
divulgadas sem prints, áudios, vídeos ou qualquer outro arquivo que
possa ser periciado – para aparentar que Sergio Moro desejava derrubar
políticos.
Na versão divulgada inicialmente no domingo,
Dallagnol estaria informando a Moro sobre os políticos que estariam na
delação da Odebrecht. Na versão convenientemente editada, o juiz
aparenta aconselhar o procurador a “ficar com os 30 por cento iniciais”
se referindo aos políticos envolvidos (no caso, presidentes e
ministros).
Já na versão “completa” divulgada ontem, a suposta conversa obtida por uma fonte “anônima” (nem tão anônima assim)
é bem diferente. Dallagnol faz uma listagem de políticos atingidos pela
delação e afirma que “intuitivamente, com base nas leituras e análises,
30% (é) claramente propina: eles e nós reconhecemos”. Então Moro opina
que seria melhor “ficar com os 30 por cento iniciais” se referindo às
acusações de propina que tanto o MP quanto os próprios delatores
reconheciam como verdadeiras, fugindo da “zona cinzenta” e do “caixa 2”
(que o STF acabaria decidido ser um caso para a Justiça Eleitoral), e não em relação a quais políticos deveriam ser atingidos.
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