Das 446 curtidas analisadas, grande parte era sobre feminismo, animais e tuítes corporativistas louvando jornalistas como ela própria e apontando perseguições e restrições imaginárias.
Dos tuítes políticos, 70 eram sobre Bolsonaro. Todos negativos, que iam de críticas e previsões pessimistas a ligações de fatos positivos a histórias negativas.
Várias das postagens tinham relação com acusação de "rachadinha" envolvendo Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio Bolsonaro.
Apenas 1 (uma) curtida mencionava outros membros da assembléia legislativa com movimentações apontadas como suspeitas pelo COAF, entre eles membros do PT , PSOL e PSB, que movimentaram dezenas de vezes mais dinheiro que Queiroz.
Outro curtida solitária zombava de Michel Temer.
Entre 17 de dezembro e 27 de janeiro de 2019, período mais movimentado por causa da posse presidencial, Thaís curtiu centenas de tuítes críticos a Bolsonaro, sua família e seus ministros, enquanto, no mesmo período, só curtiu dois críticos a políticos de esquerda. Um que criticava Maria do Rosário por ligar Bolsonaro a um miliciano em foto que ele posava com um ator de Tropa de Elite, e outro que apontava que "empresária admite compra de elogios fake para o PT".
Durante o mesmo período a jornalista curtiu postagens de Marcelo Freixo, do PSOL e tuítes simpáticos a Jean Willis, do mesmo partido.
Críticas a eleitores de Bolsonaro também renderam likes da jornalista, assim como críticas ao humorista Gentili, por ter apoiado o candidato.
O humor involuntário passou despercebido pela jornalista. Thaís não notou que ela age da mesma forma que o humorista
Catraca Livre e Quebrando o Tabu também ganharam curtidas da jornalista, assim como contas satíricas criticando a direita, como "jovens reacionários" e Déia Fanfiqueira — que se refere ao ataque sofrido por Bolsonaro como "suposta tentativa de assassinato", enquanto promove tuítes que prometem processar pessoas que "insinuam ligação de Jean (Wyllis) com Adélio Bispo".
Thaís curtiu diversos tuítes sobre feminismo, incluindo alguns que celebravam a violência.
Nenhum veículo, personalidade ou jornalista conservador ou de direita recebeu likes da jornalista.
É normal que a atenção da jornalista fique focada no presidente, mas não deixa de ser curioso que, no período analisado, não haja uma única curtida em tuítes minimamente simpáticos a Bolsonaro, seus aliados ou apoiadores, apesar de toda a atenção dispensada a eles por Thaís.
Voltando ainda mais longe, até o dia 30 de novembro, as curtidas políticas diminuem em frequência, mas continuam críticas a Bolsonaro e sua família, com apenas uma menção a corrupção durante o governo Temer.
Nenhuma crítica adicional (além das duas anteriormente mencionadas) a esquerda foi curtida pela jornalista de 30 de novembro a 27 de janeiro. Novas acusações contra Lula em delação de Palocci, Haddad ter se tornado réu por novas acusações de corrupção, novas acusações contra membros do PT, PSB, PSOL... absolutamente nada.
A pesquisa foi conduzida até 12 de novembro de 2018. As postagens políticas tiveram frequência reduzida, mas as curtidas continuaram se fixando apenas em Bolsonaro. Com likes críticos a família e a campanha (como "17 indícios de irregularidades em prestação de contas de Bolsonaro"). No mesmo período Fernando Haddad se tornou réu em mais um processo de corrupção e formação de quadrilha, fatos que não renderam uma única curtida por parte da jornalista.
Aqui, a jornalista se refere a Miriam Leitão e seu tuite sobre o lançamento do livro O Mistério do Pau Oco:
O que a jornalista classifica como "destilando um ódio assustador" era, em sua absoluta maioria, simples crítica ao trabalho jornalístico de Miriam — que na última eleicão mais pareceu ativismo militante — e menções ao seu passado de terrorista.
Alguns dos exemplos mais curtidos retirados do tuíte de Miriam Leitão:
"VOCÊ EXALA ODIO PELO PRESIDENTE ELEITO, FICA ESPALHANDO FAKE NEWS E ACHA QUE O POVO NÃO ENXERGA SEU CINISMO?! TOMA VERGONHA NESSA CARA"
"Parabéns Patrícia... quer dizer Miriam





""Parabéns pelo livro. E o Prêmio Guardiã da Verdade ?"
"Parabéns, Amélia do Pau-oco (ainda bem que não é maciço, né?)
" "Tá... Parabéns, mas esse sorriso é de quem descobriu que compartilhou FakeNews em relação ao prêmio à mãe das FakeNews, Mello!"
"Miriam mentindo até para o espelho??? Acorda menina."
"Parabéns Miriam, agradeço as muitas alegrias que nos deu esse ano, da mediunidade marinho à celebração da fakenews vc é a melhor no que faz, valeu "
Ataques pessoais, como "Mulher esquisita" e "canalha" foram comentários pouco curtidos e nem de longe representaram parte significativa das respostas, que se dividiam em críticas a conduta profissional, lembranças de seu passado terrorista e memes.
Curiosamente, Thaís, que classificou críticas e piadas contra Miriam Leitão como "ódio", curtiu tuíte que chama a ministra Damares Alves de "desgraçada"...
















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