Thursday, January 10, 2019

Haaretz


"[...] seu freqüente endosso de políticas radicais tende a deixar o Haaretz cada vez mais isolado. Muitos até argumentariam que uma proporção considerável dos editoriais e colunas de opinião do Haaretz estão politicamente desconectados da realidade. Seus artigos de opinião demonizando Israel e inclinados ao pós-sionismo estão sendo cada vez mais citados por árabes e propagandistas anti-Israel. De fato, um homem de Marte, observando o nível das frequentes e veementes críticas do jornal aos governos de Israel, poderia compreensivelmente ser induzido a acreditar que alguns escritores do Haaretz estão conscientemente atuando como propagandistas da causa palestina."
Isi Leibler , THE JERUSALEM POST 6 de novembro, 2007

O Haaretz, outrora o mais prestigiado e admirado jornal de Israel, sofreu nas últimas décadas com uma vertiginosa queda de popularidade e prestígio entre os cidadãos do país. Em poucos anos a tiragem diária do jornal caiu mais de 30%, chegando em 2016 ao seu menor número desde sua criação: irrelevantes 3,6% do mercado.

O jornal, que nas palavras de seu dono e editor, Amos Shocken, defende uma agenda progressiva, liberal (no sentido americano do termo, de esquerda) e valores democráticos, já publicou em suas páginas demonstrações de racismo contra judeus norte-africanos, defesa de ações terroristas contra civis israelenses, ataques ao judaísmo e pedidos anti-democráticos de intervenção estrangeira em Israel.

De acordo com profissionais da área, incluindo alguns de seus funcionários, a radicalização política e padrões em queda livre transformaram o jornal mais respeitado de Israel em "um estudo de caso no colapso do jornalismo moderno".

Nahum Barnea, famoso colunista do Yediot Aharonot, chegou a descrever jornalistas do Haaretz, como Gideon Levy, Amira Haas e Akiva Eldar, como incapazes de passar no "teste do linchamento"  — isto é, incapazes de condenar os palestinos até mesmo depois que uma multidão de linchadores em Ramallah assassinou dois israelenses no início da segunda intifada. 

Apesar disso, o jornal ainda conta com grande prestígio entre correspondentes internacionais e jornais estrangeiros, que republicam seus artigos enviesados e repercutem suas matérias.

Mas o problema é muito mais profundo e não se limita a editoriais e colunas de opinião. Seus editores, como o falecido David Landau, confirmam publicamente a editorialização de notícias e a publicação seletiva de informações para avançar a agenda política do jornal, além de confissões públicas de anti-sionismo militante.

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