Thursday, February 21, 2019

Bernardo Mello Franco e o Jesus "refugiado"

O jornalista d'O Globo, Bernardo Mello Franco, afirmou que Jesus foi um "refugiado" em discussão com Bolsonaro no Roda Viva. Fake news.

Flavio Morgenstern

O jornalista Bernardo Mello Franco, d’O Globo, foi para o Roda Viva não seguindo a função de jornalista: de fazer perguntas a um candidato à presidência buscando entender seu possível plano de governo, e sim assassinar sua reputação de Bolsonaro, inclusive – e sobretudo – com o uso de fake news. A sua última intervenção foi memorável: afiançou que Jesus Cristo havia sido um “refugiado”. Até onde isto se sustenta?

Bernardo Mello Franco, ao entrevistar Jair Bolsonaro, apenas jogou a palavra “refugiado” sem uma definição adequada.
É a típica “lacrada” da internet: uma frase de efeito, o mais das vezes desprovida de substância e com uma palavra forte e da moda, como “refugiado”, que nunca é questionada.

Jesus nasceu durante uma viagem de seus pais para o recenseamento proposto por Herodes. Graças a isso, acabou nascendo em Belém, ao invés da terra natal de Maria, que era Nazaré. José, que era de Belém, precisou realizar o censo naquele povoado. Seria de uma esquisitice atroz supor que “refugiados” modernos são contados pelo censo exatamente de onde nascem.

O recenseamento do mundo todo (id est, do Império Romano e suas províncias) fora proposto por César Augusto.
O Império Romano se expandiu não apenas pelas armas, mas sobretudo pelo Direito: até mesmo povos infensos aos latinos preferiam a proteção da lei romana, que permanece quase intacta até hoje no Direito Civil (da responsabilidade civil à usucapião). No entanto, os romanos permitiam que as províncias mantivessem seus costumes, religiões e leis locais, como o fez na Judéia ou no Egito.

Todo este sistema era possível pelas diferentes categorias existentes de cidadania romana. Um cidadão romano pleno, que possuía a Cives Romani, tinha direitos não garantidos aos Latini, Socii, Provinciales e Peregrini. Estes últimos eram habitantes temporários, sem todos os direitos dos cidadãos romanos.

Estes viviam sob as leis romanas, não podiam ser executados por outros em terras romanas (proteção do Direito), mas, na província da Judéia, podiam ser presos e julgados pelos próprios judeus, como na famosa cena em que Pilatos lava as mãos, indicando que deixará Jesus ser julgado pelos próprios judeus (Jo 18:31) Sendo Jesus um galileu, Pilatos o envia para ser julgado antes por Herodes (Lc 23,6-7), numa briga por jurisdição. Se Jesus fosse um cidadão romano pleno, Ele nem poderia ser preso pelos judeus, muito menos por eles julgado.

A Judéia, onde ficava Belém, não garantia a seus habitantes o título de Cives Romani. Nem mesmo o Egito, para onde a Sagrada Família posteriormente fugiu para escapar da perseguição de Herodes.

Foi se focando na fuga para o Egito (Mt 2,12-15) que o jornalista Bernardo Mello Franco se refugiou, após uma série de críticas à sua frase lacradora: o jornalista deixou dois links em que os papas Bento XVI e Francisco falam de Jesus como um refugiado graças a isso. Ao invés de tentar aprender um cenário complexo como o Oriente Médio bíblico através de frases isoladas de jornal (ainda que do Vaticano), todo o cuidado é pouco ao lidar com tal tema. Para começar, porque o próprio Egito também fazia parte do Império Romano.

Jesus só pode ser chamado de “refugiado” no sentido mais stricto e não-político (e muito menos moderno) do termo: a família de Jesus fugiu da Judéia, e portanto estava, de certa forma, “refugiada”. É a este espírito de acolhimento do estrangeiro (do Peregrini, em termos romanos) que Bento XVI se referia. Francisco, por outro lado, já é um advogado mais desabrido de políticas progressistas como a imigração open borders. Porém, é uma posição política pessoal do papa, e não uma visão bíblica.

Note-se, ademais, que os dois papas, e ainda mais Bento XVI, são particularmente sensíveis aos cristãos perseguidos em sua terra natal, como os cristãos que viviam na Síria de Assad e tiveram de fugir do Estado Islâmico, como o pungente relato da Irmã Guadalupe, em missão em Aleppo, que o tempo todo faz um apelo aos europeus para tomarem muito cuidado com a política de imigração que prega aceitação de todos. Seu alerta é contra a conhecida e perigosíssima hégira islâmica.

Ora, a Sagrada Família em nenhum momento parece ter vivido no Egito como fazem os refugiados modernos, pedindo asilo na Europa: não buscou ser acolhida pelo Estado, não quis tomar parte na sociedade egípcia, não adotou seus costumes e nem muito menos, como é praxe entre refugiados modernos, criou uma sub-comunidade dentro da comunidade, um gueto próprio, para tomar um espaço e viver segundo seus próprios costumes, dominando culturalmente um pedaço de território que virá a crescer com mais imigrantes.

Bem o contrário: a Sagrada Família estava escondida, fugindo de fato, para voltar para a Judéia na primeira oportunidade (tão logo o perigo desaparecesse). Seu objetivo não era o Egito, se estabelecer no Egito, prestar contas ao faraó (o que soa até engraçado para quem conhece o Básico 1 sobre a Bíblia), criar um novo gueto judaico no Egito.

Algo praticamente oposto ao que Bernardo Mello Franco parece querer aludir ao falar em “Jesus era um refugiado”, comparando-o à política de controle de fronteiras de Bolsonaro, aquela que garante a existência de um Estado-nação soberano. Apenas sofistas poderiam inventar tal fake news.

Na verdade, Jesus vai para o Egito quase que para cumprir uma das profecias que o fariam ser reconhecido como o Messias. O episódio mesmo ganha pouca atenção dos evangelistas. Mais do que isto: a ida ao Egito não se deu de modo ilegal, já que o trânsito dentro do território romano era um direito assegurado pelo Império. Se há algo que Jesus não comete são crimes.

Jesus, em diversas passagens, demonstra que sua missão tinha um caráter quase nacional. Ou, se não nacional, sabia bem que Israel, o país cuja soberania é mais atacada desde o Antigo Testamento até o Hamas e a ONU, era a terra de onde suas palavras deveriam partir. E apesar de querer conquistar as nações com suas palavras (como o fez com o Ocidente cristão e confessional), uma religião de fugitivos só poderia mesmo ter horror à dissolução de soberanias nacionais em um grande conglomerado estatal que só encontra referências em Leviatã, e não em Jeová, que fez seu Reino nos Céus.

Afinal, Jesus rejeita o convite de ir para a Grécia quando o Apóstolo Filipe (não à toa Philipos) diz que havia pessoas interessadas em ouvi-lo (Jo 12:20-26), e também diz aos samaritanos (israelenses que haviam se afastado de Judá após a separação das tribos) que sua missão é para com o seu povo, e não com os samaritanos.


Wednesday, February 20, 2019

O Antagonista, site "crítico e independente", retira nota a pedido de Gustavo Bebianno

O jornal O Globo noticia que O Antagonista retirou uma nota publicada no site a pedido de Gustavo Bebianno, que atuava como fonte dos jornalistas [1].

19/02 - Antagonista publica nota dizendo que, ao contrário do que disse Bolsonaro a Bebianno, ninguém manda no Antagonista e o site é independente.



20/02 - O Globo publica matéria mostrando que Bebianno mandou e o Antagonista apagou uma nota.








Jovem Pan recebeu mais de 81 milhões de reais do governo entre 2000 e 2011

Informações fornecidas pelo Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP).

Os números são oficiais e eram de responsabilidade do Instituto para Acompanhamento da Publicidade, uma entidade criada em 1999 para fornecer informações para a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República).
Os levantamentos eram feitos com base nos chamados PIs (pedidos de inserção de anúncios) enviados por todos os órgãos e empresas públicas federais aos veículos de comunicação quando é dada a ordem para publicação de uma propaganda.

O governo Temer encerrou as atividades do órgão em 2016.


Tuesday, February 19, 2019

Após defesa indecorosa de Gustavo Bebianno, Augusto Nunes admite laços com o político e o confirma como fonte

Após muitas negativas de Felipe Moura Brasil, o óbvio se confirmou. A defesa ferrenha de Bebianno por parte da imprensa — e dos membros do programa Pingos nos Is em particular — se deveu a laços com o político.

Augusto Nunes, que comanda a bancada na qual participam também Felipe Moura e José Maria Trindade, depois de muito relutar, confirmou laços e uma relação de "confiança" com Bebianno.



No dia anterior, o jornalista foi responsável por uma defesa vergonhosa do político acusado de participação em esquema de laranjas no PSL, partido que presidia. Apesar de todos os indícios apontando para a responsabilidade de Gustavo Bebianno, bastou que Bivar, seu companheiro de partido, assumisse a responsabilidade para que o jornalista desse o caso por encerrado, sem se aprofundar nos detalhes, avaliar a veracidade das afirmações de Bivar e da extensão da real participação de seu protegido no caso.

Bebianno é acusado de outras ilicitudes, mas Augusto, Felipe e a impresa não parecem preocupados em questioná-lo sobre os casos.

A revelação expõe a hipocrisia de Felipe Moura Brasil, que, em um tuíte convenientemente deletado, atacava quem afirmava que a defesa de Bebianno por parte de jornalistas se devia a interesse por manutenção de fonte. Durante seu 'surto' Felipe publicou dezenas de tuítes. Grande parte, incluindo ameaças de processo contra críticos e ataques a "Carluxo", foi apagada sem qualquer explicação do jornalista.

Um dos muitos tuítes apagados por Felipe durante seus dias de fúria e ego ferido

A enfática defesa de Bebianno foi feita por Augusto Nunes no Jornal da Manhã, da Joven Pan, em um comentário intitulado: "Responsabilizar Bebianno por caso de laranjal é absurdo, e o presidente sabe disso":
"Responsabilizar o Bebianno por este fato é absurdo e todos sabem disso, inclusive o presidente Bolsonaro. Ele fo presidente em exercício durante a campanha eleitoral do PSL para cuidar exclusivamente da campanha presidencial e de questões pontuais que surgissem em alguns estados.

Como ocorre em qualquer partido, não é o diretório nacional que decide quem vai receber quanto entre os candidatos. Quem decide isso é o diretório regional

No caso de Pernambuco, onde apareceram candidatos nesta situação - receberam muito, não tiveram voto nenhum -, aí está claro que isso foi feito pelo dono do PSL, que retornou à presidência, e que é Luciano Bivar. É coisa dele e todo mundo sabe disso -- aliás, o Bivar assumiu a responsabilidade pela distribuição das verbas e Pernambuco. Isso ocorreu em todos os estados.


Ainda assim, Carlos Bolsonaro, num tuíte publicado ontem, qualificou Gustavo Bebianno de mentiroso, porque o ministro havia dito que conversara... no... no... que havia dito que tudo estava bem no governo. Ele havia conversado com o presidente 3 vezes anteontem. Ele conversou 3 vezes com o presidente, de fato. Só que ele conversou trocando mensagens pelo Whatsapp, como acontece rotineiramente aí no Brasil inteiro, no mundo inteiro.

Para o presidente Bolsonaro e para o filho, isso não é conversar. Eles disseram que o Bebianno tinha dito que ele havia conversado por telefone. vle não usou este 'por telefone' em frase nenhuma. Disse apenas que havia conversado."

O argumento usado por Augusto Nunes para defender Gustavo Bebianno foi o de que, como presidente em exercício do PSL durante o período eleitoral, o político foi posto no cargo "para cuidar exclusivamente da campanha presidencial e de questões pontuais que surgissem em alguns estados" e que a declaração de Bivar seria o bastante para resolver o caso. Não é, como mostra a denúncia feita por Coronel Meira, candidato em Pernambuco:
"Um esquema milionário para rifar candidaturas pelo Brasil em troca de dinheiro. É o que denuncia o Coronel Meira, candidato a deputado federal pelo PRP em 2018.

Em entrevista ao “Portal de Prefeitura”, Meira afirma que sua candidatura ao governo de Pernambuco foi retirada pelo PRP após negociação feita entre o presidente estadual da legenda, Ernesto de Paula, e o PSB do governador Paulo Câmara. Tudo teria sido apadrinhado pelo presidente nacional da legenda, Ovasco Resende, ao custo de R$ 1,5 milhão.

Segundo Meira, também participaram da negociação, que ele chama de “quadrilha” responsável por orquestrar as eleições no Nordeste, Julian Lemos (PSL), Gustavo Bebianno, Antônio de  Rueda (PSL) e o deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, que teria arrebatado um terreno no Recife Antigo como pagamento das negociações.

A manobra fez o PRP retirar a candidatura de Coronel Meira, passando a integrar a base de apoio do socialista Paulo Câmara, reeleito governador.

Além da negociação no estado de Pernambuco, Bivar também teria rifado a nomeação do General Augusto Heleno (PRP) ao cargo de vice-presidente na chapa do Presidente Jair Bolsonaro (PSL), que segundo Meira, não sabia das negociações."

Tanto Augusto Nunes quanto Felipe Moura Brasil ignoraram o caso durante entrevista com Bebianno hoje.

Augusto também desinforma quando fala sobre a atuação de Carlos Bolsonaro no caso.
O vereador carioca, ao desmentir Bebianno publicamente, classificou como mentira que "Gustavo Bebbiano [sic] ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pela Globo e retransmitido pelo Antagonista". Ou seja, o 'laranjal'.
Carlos não negou que tivesse havido comunicação entre o pai e Bebianno, apenas se limitou a negar que tivesse relação com as denúncias de atos ilícitos.



Diogo Mainardi x Reinaldo Azevedo: infantilidade e deslealdade

Original
Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, amigos de longa data, romperam a amizade após as críticas que Diogo passou a fazer a Reinaldo no portal O Antagonista. As críticas começaram quando Azevedo passou a defender… digamos… coisas estranhas. Num certo momento dos idos da Lava-Jato, Reinaldo parecia ter se tornado o hospedeiro do oitavo passageiro. O cara não parecia mais ele mesmo. Defendia o que antes criticava e criticava o que antes defendia.  

[...]

O Antagonista desancou Reinaldo muitas vezes e, embora ele fingisse não estar nem aí, enquanto se vangloriava de ter milhões de empregos e não ser da direita xucra, ficou claro que remoía tudo.

Um dia Reinaldo resolveu responder. Tentou ser engraçado e fez um post provocativo. Recebeu como resposta de Mainardi uma sentença curta e direta, que rendeu ao ex-blogueiro da Veja um honroso lugar nos trending topics do twitter e uma noite de diversão à toda a “direita xucra”. O “diálogo” está na imagem abaixo.

Reinaldo Azevedo não gostou de se tornar a piada do país e mostrou não ter digerido o golpe. Numa das mais baixas demonstrações de deslealdade dos últimos tempos, começou a postar prints de emails trocados com o agora desafeto durante o período de amizade deles.

Uma saraivada de artigos foram expelidos pelo Reinaldo ferido. Nos posts Diogo: “Minha vida ficou muito mais pobre sem você”. Ficou Rico? e Diogo: “Rei, somos jacobinos; cortamos até a cabeça dos amigos” o senhor Reinaldo Azevedo expôs mensagens particulares enviadas a ele pelo ex-amigo. Aparentemente achava equivalente transformar uma discussão que se iniciara pública e que se estendera por vias sociais até o ponto de lhes encerrar a amizade num pretexto para revelar a intimidade de alguém cuja casa já frequentara, com o objetivo de desacreditá-lo e humilhá-lo.

Patrícia Lelis afirma que a facada sofrida por Bolsonaro foi orquestrada para encobrir um câncer

Patrícia, que segundo laudo psicológico da Polícia Civil de São Paulo, é mitomaníaca, ou seja, mente compulsivamente, afirmou em uma série de tuítes que o presidente Jair Bolsonaro ficou internado no hospital Albert Einstein para tratar um câncer.
“Uma informação de uma pessoa de dentro do Hospital Albert Einstein afirma com toda certeza que a cirurgia de Bolsonaro não foi sobre a facada mas sim sobre um câncer no estômago. E que ele assumiu o risco de operar gripado e foi alertado que poderia virar pneumonia.
O mais intrigante disso, segundo informações é que os funcionários que trabalham na ala onde está Jair são impossibilitados de entrar com celulares para que não ocorra nenhum registro”

Lelis não fornece nenhuma prova ou indício para sustentar suas afirmações, e todos os boletins médicos divulgados desmentem a jornalista.

O caso de Patricia Lelis é similar ao do ator da Globo, José de Abreu, que pouco antes havia afirmado que o atentado contra a vida do então candidato não passou de uma armação conduzida pelo Mossad, o serviço secreto israelense, em conluio com o hospital Albert Einstein, fundado pela comunidade judaica de São Paulo.



A teoria conspiratória com forte ranço anti-semita rendeu ao ator um processo por parte do hospital.

O ator, para se defender das acusações de anti-semitismo, alega ter se convertido ao judaísmo em 1974. A conversão, motivada pelo casamento com Nara Keiserman, não foi realizada de acordo com preceitos judaicos, e portanto não é reconhecida como válida pelos rabinatos ortodoxos. José de Abreu não mantém um estilo de vida judaico e tampouco segue a religião.
O alegado judaísmo não passa de uma defesa conveniente contra seus constantes ataques contra judeus e Israel.

Mônica Bergamo mente ao falar sobre contatos entre Bolsonaro e Bebianno

Ao publicar em seu Twitter links para os áudios vazados por Gustavo Bebianno sobre trocas de mensagens entre ele e Jair Bolsonaro, Bergamo afirma que "o presidente diz que não houve conversa".



A afirmação é mentirosa. Quem veio a público desmentir o ex-ministro foi o filho de Bolsonaro, Carlos, que afirmou claramente que os dois não se falaram "para tratar do assunto citado pela Globo e retransmitido pelo Antagonista" -- a acusação de que Bebianno, como presidente do PSL, estava por trás de repasses de centenas de milhares de reais para "candidatos laranjas".


E mais: nos áudios, Bebiano fala em ''ataques sofridos por parte do Carlos'', logo subentende-se que a conversa aconteceu DEPOIS do tuíte que negava publicamente a conversa.